Parceria Apex-Brasil e CNI vai promover inovação

Serão adotadas iniciativas como: produção de conteúdo para atração de investimentos e reposicionamento da marca Brasil.

Negócios Internacionais / 16:25 - 2 de dez de 2019

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) firmaram no dia 29 de novembro, durante evento do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), em São Paulo, um Protocolo de Intenções para promoção conjunta de ações voltadas ao ambiente de inovação no país. O Protocolo prevê intensificar e ampliar a cooperação para implementação de ações futuras nas áreas de atração de investimentos em inovação para o Brasil; inserção global das empresas brasileiras via inovação e promoção internacional de negócios.

De 2015 para cá, houve uma explosão da atividade empreendedora de base tecnológica no Brasil. Saímos de quatro mil startups para mais de 12 mil. Um cenário inteiramente novo está se desenhando com grande velocidade e, atenta a essa tendência, a Apex-Brasil quer potencializar a sua contribuição. Para isso, este acordo com a CNI é de fundamental importância”, afirmou o presidente da Apex-Brasil, Sergio Segovia, durante o evento.

Segovia destacou a grande sinergia que há entre as duas instituições para o desenvolvimento de projetos e para o atendimento conjunto da “causa” da inovação, com o fomento de práticas no estado da arte e sensibilização de um número cada vez maior de empresas para a importância de perseguir o ciclo virtuoso da inovação como diferencial competitivo, no Brasil e no exterior. “A Apex é uma grande parceira da CNI na promoção comercial. A gente já tem trabalhado muito em harmonia. Vamos unir esforços para atração de investimentos para o Brasil e para a abertura de mercados”, disse o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

O Protocolo prevê iniciativas como: compartilhamento de informações sobre instrumentos de incentivo à inovação vigentes no Brasil e produção de conteúdo para atração de investimentos e reposicionamento da marca Brasil; organização conjunta de eventos nacionais e internacionais de interesse comum; realização de imersões a fim de aumentar investimentos em inovação no Brasil; compartilhamento de dados, metodologias e redes de relacionamento para potencialização de resultados de programas coordenados pelas duas instituições e, ainda, ações de promoção de negócios internacionais no Brasil e no exterior.

Segovia também destacou o papel do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI): “Considerando que boa parte dos membros da MEI são multinacionais, vislumbramos, por meio dessa nova parceria, explorar, por exemplo, potencial de aproximação com as subsidiárias brasileiras, de modo a abrir portas para as matrizes no exterior acelerando, portanto, novos investimentos no país”, concluiu.

 

Webinar Brasil–Geórgia (EUA)

A Apex-Brasil realizará no dia 11 de dezembro, às 11h, o webinar Oportunidades Setoriais por Regiões dos EUA – Geórgia, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Geórgia, onde serão apresentados os principais aspectos relacionados ao processo de internacionalização para as empresas que pretendem expandir seus negócios e abrir operações próprias nos Estados Unidos, e mais especificamente, no estado da Geórgia.

O evento terá como convidados especiais Fernanda Kirchner e Mariana Desani, ambos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Geórgia; e Cesar A. Vence, Vice Diretor de Assuntos Internacionais da Cidade de Atlanta. A moderação será realizada por técnicos do Escritório da Apex Brasil para a América do Norte.

Esta será a terceira edição do programa, que tem como objetivo trazer informações estratégicas que podem impactar no processo de internacionalização para setores específicos em diferentes regiões dos Estados Unidos. Participe para conhecer mais sobre as oportunidades de expansão internacional para os EUA.

Informações: portal.apexbrasil.com.br

 

Confiança da indústria eletroeletrônica cresce

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico atingiu 61 pontos em novembro de 2019, de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), agregados pela Abinee. O resultado representa um acréscimo de 3,5 pontos em relação ao mês de outubro. Esse incremento foi impulsionado tanto pela área elétrica, quanto pela eletrônica. No primeiro caso, o índice subiu 5 pontos, para 62,2 pontos e na área eletrônica, o aumento foi de 1,9 ponto, para 59,8 pontos em outubro.

A Abinee atribui o resultado positivo a uma mudança de ânimos do empresariado, confiante na retomada dos investimentos no setor produtivo, principalmente em razão do encaminhamento das reformas no Congresso. O ICEI de novembro continua afastado da linha dos 50 pontos, o que mostra ao aumento da confiança do empresário. O ICEI varia de 0 a 100 pontos, sendo que valores acima de 50 pontos indicam confiança e abaixo de 50 pontos mostram falta de confiança. O resultado de novembro acompanha a tendência do ICEI da indústria geral, que cresceu 3,2 pontos em novembro, atingindo 62,5 pontos.

 

Programa para diminuir o custo Brasil

Pela primeira vez, o governo federal conseguiu medir, em parceria com o setor privado, o chamado custo Brasil – termo que descreve o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem e comprometem novos investimentos e pioram o ambiente de negócios. Por ano, o custo Brasil consome das empresas um valor de aproximadamente R$ 1,5 trilhão, o que representa 22% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O valor foi estimado a partir de trabalho conjunto de diagnóstico realizado nos últimos quatro meses, numa parceria do governo com o setor privado. A divulgação ocorreu nesta quinta-feira (28/11), durante o lançamento do Programa de Melhoria Contínua da Competitividade do Governo Federal, em São Paulo.

A portaria de criação do programa foi assinada pelo titular da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia, Carlos Da Costa. Os principais objetivos são reduzir o custo Brasil e executar uma nova metodologia de análise e governança para avaliar e dar prioridade a propostas com maiores chances de melhorar o ambiente de negócios e a competitividade brasileira.

Estamos fazendo uma grande transformação na maneira como a competitividade é tratada no Brasil. Em primeiro lugar, vamos evidenciar o problema e medir os componentes e as raízes de cada deficiência do nosso país que causam a perda de competitividade para as empresas”, explicou o secretário.

Mas não é apenas um diagnóstico. É um novo processo que vai balizar o diálogo com o setor privado a partir de agora, torná-lo mais objetivo, transparente e detalhado. Saberemos qual o impacto, no custo Brasil, de cada medida, proposta ou sugestão apresentada, com as mudanças legais ou infra legais necessárias para que isso seja debatido, medido e priorizado”, detalhou Da Costa.

O estudo analisou os principais entraves à competitividade do setor produtivo brasileiro, tendo como referência o ciclo de vida das empresas. Foram elencados indicadores nas 12 áreas consideradas vitais para a competitividade do setor empresarial. O diagnóstico apresenta uma comparação do custo de se produzir no Brasil em comparação à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O mapeamento realizado estimou o peso relativo entre os distintos elementos identificados. Essas estimativas buscam se aproximar do custo real enfrentado pelas empresas, avaliando qual seria a redução para elas caso tivéssemos hoje o nível médio da OCDE em todos os 12 temas em análise

 

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com

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