Palocci confessa suborno e afeta as ações da Ambev

Companhia nega, alegando que nos governos do PT a carga tributária sobre bebidas aumentou muito.

Acredite se Puder / 18:07 - 8 de ago de 2019

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Por causa das taxas de juros mais baixas e dos melhores resultados no exterior, as ações da Ambev subiram 15% nos últimos 15 dias. No pregão desta quinta-feira, tais títulos se situaram entre as maiores quedas nos que compõem o Ibovespa, retornando para a faixa dos R$ 20. Dois relatórios contendo análises do Itau BBA provocaram a empolgação e a desmotivação por esses papéis. Há 15 dias, os analistas da instituição fizeram uma dupla elevação de recomendação e, agora, decidiram que a cotação da fabricante de cervejas subiu mais rápido e mais intensamente do que o esperado, reduzindo o potencial de upside para apenas 6,6% para o preço alvo projetado para o fim de 2020. Agora, anunciaram a classificação de market perform, mantendo o objetivo de R$ 22 para ano que vem. O Itaú se baseia em duas questões: o cenário econômico, que retirou a assimetria de preços que havia até pouco tempo, e a notícia sobre a delação do ex-ministro Antonio Palocci acusando a cervejaria.

A Ambev distribuiu nota alegando que a notícia do jornal Estado de São Paulo contém informações falsas e incoerentes. “Falsas porque nunca fizemos pagamentos de qualquer natureza para obtenção de vantagens indevidas. E incoerentes porque, desde 2015, o setor de bebidas sofreu um grande aumento da carga tributária referente a PIS/Cofins, da ordem de 60%, contradizendo tudo o que foi alegado.” O engraçado é que o jornal diz que o ex-ministro recebeu propina, assim como os dois últimos presidentes da República. Os analistas do Itaú ressaltam que não fariam o rebaixamento por uma delação se tivessem um colchão de valuation e também não o fariam apenas pelo baixo upside se não fosse pela delação. Agora, para aumentar a dúvida dos investidores, Edson Fachin. ministro do Supremo Tribunal Federal, afirma que o objetivo era impedir o aumento do PIS/Cofins sobre bebidas alcoólicas.

 

A guerra dos streamings

Em novembro, a Walt Disney lançará a oferta de serviços de streaming por apenas US$ 12,99 por mês, que significa US$ 3 mais barata do que a versão premium da Netflix, com um pacote que inclui programação para a família, esportes ao vivo e um enorme acervo de programas de televisão. A gigante de entretenimento anunciou o preço combinado para o Disney+, ESPN+ e Hulu. O baixo preço da Disney também pode criar problemas para o HBO Max, o serviço da AT&T cujo lançamento está programado para o ano que vem. Esse pacote também vai oferecer programação para a família e conteúdo original. O custo do pacote ainda não foi anunciado. Mas só a HBO custa US$ 14,99 por mês, por isso será difícil competir com o preço da Disney. A luta da Disney tem custado caro, pois os resultados do segundo trimestre foram decepcionantes, com perdas de US$ 553 milhões, e que devem subir para US$ 900 milhões no atual.

 

Níquel valoriza quase 2 mil dólares

A cotação do níquel subiu US$ 2 mil por causa dos rumores de que a Indonésia, o maior produtor mundial do minério, poderá proibir a exportação. O preço valorizou 13%, para os US$ 16.690, com ganhos de US$ 2 mil por tonelada, máximo atingido em abril de 2018. Depois, passada a euforia, a alta foi reduzida para 4,8%, e o preço, para os US$ 15.525.

 

Arábia Saudita manterá preços do petróleo

A cotação do barril do Brent valoriza 2,54% e chegou aos US$ 57,65, depois que a Arábia Saudita anunciou que está empenhada em acabar com as constantes quedas dos preços do produto, tendo contatado outros produtores de petróleo para discutir que medidas serão adotadas.

 

Quem ganha mais?

Os brasileiros que querem ir para Portugal devem prestar atenção no seguinte: o salário bruto médio dos portugueses aumentou para € 1.141, ou 63% maior que o salário mínimo de lá. No Brasil, é R$ 2.340, ou 134% maior que o mínimo.

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