Opep não acredita em grande crescimento no consumo de petróleo

Países devem reduzir produção para manter preços do produto.

Acredite se Puder / 17:20 - 11 de set de 2019

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A Organização de Países Exportadores de Petróleo passou a admitir que haverá um desaquecimento nas economias a nível mundial e, por essa razão, reduziu as previsões em relação à procura mundial por petróleo, tanto para este ano como para o de 2020, mostrando-se até não muito pessimista. Os participantes, no entanto, se preparam para diminuir suas produções. Em relatório distribuído na quarta-feira, a Opep estima que, até o final deste ano, a procura de petróleo aumente para 1,02 milhão de barris diários, menos 80 mil do que os anteriormente previstos. Para 2020, o cartel estima que a procura se situe em 1,08 milhão de barris por dia, o que representa um ajuste de menos 60 mil barris, em comparação com os dados projetados em agosto.

O documento foi tornado publico um dia antes dos membros do cartel e os principais aliados se reunirem em Abu Dhabi, nesta quinta-feira. A Arábia Saudita, uma das nações líderes no grupo, já adiantou que deverá efetuar os cortes na produção como forma de controlar os preços da matéria-prima e evitar o impacto negativo do abrandamento nas economias do países do grupo. Os operadores no mercado de petróleo não gostaram das alterações, e os preços foram afetados. Em Londres, o Brent perdeu 2,2% e caiu para US$ 61,03.

 

Itaú BBA escolhe 5 ações para proteção

As ações da Ambev, do Bradesco, do Carrefour, do Hapvida e da RD, antiga Raia Drogasil, segundo os analistas do Itaú BBA, são boas para ganhos na bolsa e protegem o investidor dos riscos de uma recessão global. Porém, devem se afastar da indústria, comércio e logística que, além da correlação alta com o desempenho da economia internacional, são muito expostos a importações e são mais integrados à cadeia global de valor. Os especialistas da instituição fizeram um estudo mostrando a correlação entre o crescimento global e os PIBs setoriais brasileiros. Assim, chegaram à conclusão de que os mais protegidos contra uma crise internacional são alimentos & bebidas, saúde & educação, telecomunicações e setor financeiro, devido à pouca correlação com o crescimento global e a elasticidade limitada da sua demanda.

A Ambev se destaca nos segmentos de cerveja e outras bebidas como mais resistente a ciclos negativos. Além disso, a companhia incrementou seu portfólio de marcas de valor mais baixo e deve perder menos fatia de mercado caso o Brasil sofra com a crise lá fora. O Bradesco é uma boa alternativa por conta da sua exposição ao segmento de varejo, que é mais diversificado. O múltiplo preço da ação dividido por lucro por ação também está atrativo, operando em dez vezes.

Carrefour aparece aqui como uma alternativa para captar a expansão do varejo de alimentos no país. Para os analistas do Itaú, apesar de a ação já operar com prêmio em relação aos pares, em um cenário mais difícil, deve continuar a ter performance acima da média do mercado. A RD se mostra atrativa por causa do “turnaround” depois de dois anos muito difíceis entre 2017 e 2018. Os técnicos acham que o segundo trimestre deste ano começou a sinalizar que o pior ficou para trás. E o setor de farmácia deve manter uma demanda estável em um cenário de estresse. Dentro da teoria que a crise afeta a saúde dos investidores, os técnicos do banco incluíram na lista a Hapvida, classificando como mais eficiente que os concorrentes entre os planos de saúde. E apesar das controvérsias, apontam que a verticalização e controle de protocolo permitem que a companhia ofereça um menor tíquete médio, com margens mais altas.

 

Trump chama Powell de idiota

Donald Trump escreveu no Twitter que os juros do Fed deveriam ser cortados para “zero ou menos” para o país refinanciar a sua dívida. Na ocasião, chamou Powell e o Fed de “idiotas”.

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