ONU: esforços de mediação de paz devem focar proteção infantil

Segundo representante para Crianças e Conflitos Armados, 'maioria de diálogos de paz não é focada nas crianças; isso precisa mudar.

Internacional / 12:14 - 14 de fev de 2020

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"A proteção infantil deve ser colocada no centro de todos os esforços de construção e mediação de paz". A afirmação é de Virginia Gamba, representante especial do secretário-geral da ONU para Crianças e Conflitos Armados, no "Lançamento da orientação prática para mediadores protegerem crianças em situações de conflito armado" realizado na sede da ONU em Nova Iorque.

"A maioria dos diálogos de paz não é necessariamente focada nas crianças. E isso realmente precisa mudar", disse ela.

"A proteção das crianças e a prevenção de violações contra elas devem e devem ser priorizadas nos esforços de mediação e construção da paz para garantir uma paz duradoura e sustentável nos países afetados por conflitos armados", afirmou Gamba.

Reforçando as observações do secretário-geral, António Guterres, no Conselho de Segurança, ela disse que "as crianças continuam sendo as vítimas primárias e mais vulneráveis ​​de guerras imensamente tristes, desnecessárias e horríveis, que elas são incapazes de impedir ou controlar, que eles não têm meios de se proteger".

Gamba incentivou os estados membros, organizações regionais e sub-regionais, mediadores, partes em conflito e outros atuantes envolvidos nos processos de paz a fazerem pleno uso desta orientação prática.

A orientação foi produzida pelo Escritório do Representante Especial do Secretário-Geral da Criança e dos Conflitos Armados, a pedido do Conselho de Segurança em declaração presidencial (S/PRST/2017/21), e desenvolvida em parceria com o Departamento de Política Assuntos de Construção da Paz, Departamento de Operações de Paz, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e outras partes interessadas.

Com base em exemplos concretos de situações em que as questões de proteção à criança foram bem-sucedidas nos processos ou acordos de paz, a orientação enfatiza o valor estratégico da inclusão dos direitos e necessidades da criança nas negociações de paz e fornece ferramentas aos mediadores para que levem essas questões em consideração o mais cedo possível nas etapas das negociações.

 

Agência Xinhua

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