Olimpíadas: prefeitura reduz restrição a transporte de cargas após negociar com Firjan

Rio de Janeiro / 14:54 - 13 de abr de 2016

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A proposta da Prefeitura do Rio para as restrições logísticas durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos estabelecia que não seria permitido, de 4 de julho a 18 de setembro, das 6 às 21h, o transporte de cargas em polígono que vai do Centro ao Recreio dos Bandeirantes e à Magalhães Bastos, na Zona Oeste. Após negociações com o Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro Sistema Firjan e outras entidades empresariais, o período foi reduzido com o objetivo de diminuir os impactos à economia do Rio. Pela nova proposta, a restrição deve ocorrer a partir de 18 de julho. Durante esses dias, a circulação será permitida das 10h às 16, além do horário noturno. Os dados são do estudo "Restrições logísticas nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos 2016: viabilidade e propostas alternativas", divulgado nesta quarta-feira, dia 13, pelo Sistema Firjan. De acordo com a publicação, apenas em trecho do Centro e da Zona Sul deve ficar mantida a restrição a caminhões pesados das 6h às 21h. Já os veículos Urbanos de Carga (VUCs) e os Veículos Utilitários de Carga (VUtCs) poderão circular das 11h às 17h nesses locais. Dentro das áreas que terão restrição de horários para o transporte de cargas, estão mais de cem mil empresas, que empregam mais de dois milhões de trabalhadores, o que significa quase 80% da atividade econômica da cidade. Para o Sistema Firjan, a proposta original do governo municipal reduziria a capacidade de recebimento de insumos, podendo resultar em interrupção da produção de diversas indústrias e do abastecimento de estabelecimentos comerciais. No estudo, a Federação das Indústrias ressalta ainda que o transporte à noite é inviável para muitas empresas, devido ao alto custo com o horário extra de funcionamento. A medida também aumentaria a exposição ao roubo de cargas. A prefeitura ainda analisa medidas específicas sugeridas pelo Sistema Firjan para reduzir o impacto das restrições em locais sem grande relação com os jogos e no polo industrial de Jacarepaguá. Nesse último caso, discute-se a adoção de rotas alternativas de acesso às indústrias, evitando riscos de interrupção da produção pelo desabastecimento de matérias-primas. O objetivo das propostas apresentadas pelo setor produtivo é viabilizar a logística dos jogos, minimizando os riscos de desabastecimento e a paralisação da produção, o que provocaria inclusive queda de arrecadação de impostos pelos governos do estado e do município. Crise política não atrapalhará Jogos, diz ministro do Esporte O ministro do Esporte, Ricardo Leyser, disse hoje que a crise política não vai atrapalhar a realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, mas reconheceu que ela está prejudicando a visibilidade das competições, que não têm destaque no noticiário nacional. - A crise política só atrapalha os jogos porque desvia o foco da população. Vamos receber os melhores atletas do esporte mundial e as pessoas não estão ligadas na chance e na possibilidade de ver esses eventos - afirmou. Para ele, o início do revezamento da tocha olímpica chamará a atenção da população e aumentará a procura por ingressos. O ministro, entretanto, destaca que as pessoas devem pensar na possibilidade de acompanhar outras modalidades, além daquelas mais populares como atletismo, natação e vôlei. Ele cita o tênis de mesa, o polo aquático e a própria Paraolimpíada que valem a pena ser assistidos. Segundo o ministro do Esporte, a 114 dias dos jogos, 97% das estruturas para os jogos estão prontos e, "graças a um bom planejamento", o Brasil vai cumprir seus compromissos internacionais. No dia 3 de maio, em Brasília, a tocha olímpica começa sua peregrinação pelo país até a abertura dos Jogos no Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto. A tocha passará por mais de 300 cidades e o trajeto poderá ser acompanhado por um mapa interativo do Ministério do Turismo. Todas as regiões e capitais brasileiras receberão a tocha, algumas terão eventos e em outras a tocha fará só a passagem. Layer explicou que o fogo olímpico tem um grande simbolismo, importante para o país neste momento. - É um símbolo de paz e de união entre os povos. Na Antiguidade, até guerras eram suspensas para as Olimpíadas - disse, explicando que o revezamento também será uma promoção do Brasil: "vamos passar pelos maiores pontos turísticos e a população está preparando apresentações de sua cultura e arte". Com informações da Agência Brasil

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