Oi tem meta de aumentar liquidez

Empresas / 17:12 - 12 de mai de 2016

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A Oi tem como meta aumentar a liquidez e melhorar o perfil de sua dívida, afirmou o diretor presidente da operadora, Bayard Gontijo, em teleconferência. Segundo o executivo, desde 2015 a companhia tem focado no corte de custos e aumento de produtividade para enfrentar a situação macroeconômica do país, que afetou o Ebitda e as receitas da Oi. “Continuamos buscando iniciativas para reduzir custos este ano e apesar da inflação elevada conseguimos manter custos sob controle, a austeridade tem sido um dos nossos pilares para enfrentar a situação atual”, disse. De acordo com o presidente da companhia, o setor de telecomunicações brasileiro possui uma forte concorrência e todas as empresas enfrentaram dificuldades com um cenário de inflação de quase 10% nos últimos 12 meses, sendo que a Oi buscou alternativas para não repassar custos e até reduzi-los em processos internos. Mesmo com a redução de gastos, a companhia, no entanto, reforçou que não deixará de investir em melhorias e manter sua estratégia comercial. A previsão é também continuar investindo em modernização e ampliação da capacidade de rede e do setor de TI. "Não estamos dando guidance para o capex, mas mostramos que estamos fazendo as coisas certas. É claro que temos limites de capital, vamos respeitar isso, mas vamos fazer investimentos necessários para continuar com a nossa abordagem em relação às vendas e manter planos", disse Gontijo. Alguns dos investimentos que estão sendo feitos e devem continuar são um novo backbone ótico e a reestruturação da área de TI.   Resultado   A operadora encerrou o primeiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 1,64 bilhão, impactada pelo resultado financeiro e ampliando um perda de R$ 447 milhões registrada no mesmo período do ano passado. A companhia teve resultado financeiro negativo de R$ 1,9 bilhão no período, despesa 49,9% maior que a do mesmo primeiro trimestre de 2015, quando as despesas financeiras da Portugal Telecom International Finance não estavam incluídas no resultado. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficou em R$ 1,77, queda de 12,2% sobre o mesmo intervalo um ano antes. A receita líquida total atingiu R$ 6,76 bilhões, redução de 4% ano a ano. Embora tenha registrado crescimento de 8,7% na receita de operações internacionais, que inclui África e Timor Leste, houve baixa de 4,4% na receita das operações brasileiras. A dívida líquida encerrou março em R$ 40,84 bilhões, aumento de 7% ante o fim do ano passado, enquanto o caixa disponível ficou em R$ 8,53 bilhões, queda de 49,3% sobre o trimestre imediatamente anterior. A companhia disse que a redução do caixa ocorreu em função das amortizações de principal e juros com as dívidas, do pagamento da taxa regulatória anual do Fistel e do aumento de investimentos, que no trimestre passado somaram R$ 1,252 bilhão, 15,3% acima do desembolsado nos três primeiros meses de 2015. A empresa confirmou que as demissões de funcionários, realizados esta semana, vão reduzir em 15,2% a despesa com pessoal nos próximos trimestres. Neste, esta despesa cresceu 11%, para R$ 657 milhões, em função de reajuste salarial e da incorporação da Serede, empresa prestadora de serviços no Rio de Janeiro.

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