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Obituário: Ministério do Trabalho, aos 88 anos

Onyx Lorenzoni, ministro extraordinário da transição, confirmou nesta segunda-feira a extinção do Ministério do Trabalho. Segundo ele, atividades serão distribuídas entre três pastas

Política / 03 Dezembro 2018

Criado em 26 de novembro de 1930 pelo governo de Getúlio Vargas com o objetivo de interferir sistematicamente no conflito entre capital e trabalho – cujas questões, até então, eram tratadas pelo Ministério da Agricultura – o Ministério do Trabalho já tem data para deixar de existir.
Nesta segunda-feira, o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, confirmou a extinção do Ministério a partir de 1º de janeiro, quando Jair Bolsonaro assume a Presidência da República. Em entrevista à Rádio Gaúcha na manhã desta segunda-feira, Lorenzoni explicou que as atuais atividades da pasta serão distribuídas entre os ministérios da Justiça, da Economia e da Cidadania.
Segundo ele, tanto as concessões de cartas sindicais quanto a fiscalização das condições de trabalho ficarão a cargo da equipe de Sergio Moro (Justiça). Sob o guarda-chuva de Paulo Guedes (Economia) e Osmar Terra (Cidadania) serão divididas as políticas de emprego, contemplando ações voltadas para o empregador e para empresários.
Onyx afirmou que o futuro governo terá 20 ministérios funcionais e dois eventuais. Os dois últimos são estruturas com status ministerial temporariamente, de acordo com estratégias defendidas pela equipe de Bolsonaro. Trata-se do Banco Central que “quando vier a independência deixa status de Ministério” e a Advocacia-Geral da União (AGU).