O grande quadro da desconstrução nacional

Projeto para jogar o Brasil para escanteio.

Fatos e Comentários / 20:20 - 16 de jul de 2019

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Muitas vezes, os atos de desconstrução do Brasil que vêm sendo praticados nos últimos anos são criticados de forma isolada. Perde-se o “grande quadro”, tão valorizado pelos norte-americanos. Estes atentados recentes ao país não vêm só do Governo Bolsonaro; eles marcaram o Governo Temer e começaram antes dele, no autogolpe de Dilma Rousseff, ao terceirizar a condução da política econômica. Vamos a alguns deles:

Redução de verbas para universidades

Cortes na pesquisa

Mutilação do Mais Médicos

Fim da produção, por laboratórios nacionais, de medicamentos de uso contínuo

Acordo com a União Europeia

Desmonte das empresas nacionais capazes de competir no exterior

Redução da importância da Petrobras

Entrega do pré-sal

Fim do Fundo Soberano (o da Noruega, grande produtor de petróleo, como o Brasil, tem mais de US$ 1 trilhão)

Ataques aos direitos trabalhistas

Cortes nas verbas dos sindicatos (inclusive patronais, mantendo fortes apenas as federações que recebem recursos compulsórios via Sistema S)

Independência do Banco Central

Demolição do BNDES e demais bancos públicos

E os mais óbvios: reformas da Previdência e Tributária, ampliando a desigualdade social

Vistos em conjunto, tem-se o quadro de um projeto destinado a tirar do Brasil qualquer capacidade de se desenvolver e exercer uma posição soberana no mundo.

 

A caravana passa

O boicote capitaneado pelos EUA não impediu que a Huawei alcançasse prêmios de destaque e fosse escolhida como a 12ª marca mais valiosa do mundo em 2019 (Ranking Global 500) e a 7ª marca de tecnologia mais importante do mundo (Ranking Tech 100). De acordo com o Brand Finance, o valor da marca Huawei cresceu 63,7% no último ano, passando para US$ 62,278 milhões.

A recém-lançada linha P30 vendeu 10 milhões de unidades em 85 dias em todo o mundo, dois meses mais rápido que a sua antecessora, a P20.

 

Não existe almoço grátis

Então o Rei do PowerPoint, paladino da luta contra a corrupção, gosta de um parque aquático?

 

Para inglês ver

Em público, o presidente Jair Bolsonaro criticou a decisão da justiça de não punir Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada em Juiz de Fora. Nos bastidores, nem o Ministério Público Federal, nem os advogados do presidente, que assessoravam a acusação, mexeram uma palha para recorrer da sentença que considerou Adélio inimputável, por problemas jurídicos.

A sentença transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso. Fica tudo assim: sem grandes explicações, com investigações capengas e muitas dúvidas no ar.

 

Paralisia

Flávio Bolsonaro respira aliviado; Queiroz pode sair do esconderijo (apesar de ninguém ter demonstrado interesse em procurá-lo); Jair Bolsonaro não precisa dar mais explicações sobre o cheque na conta da primeira-dama. Como diria Dallagnol, “aha, uhu, o STF é nosso”.

 

Rápidas

O professor e juiz da Corte Suprema do Peru José Antonio Neyra Flores fará palestra nesta quarta-feira, a partir das 19h, em São Paulo, sobre a Lava Jato em terras peruanas. O evento será na Alameda dos Indígenas, 245, Planalto Paulista *** Até o final de julho, a Clínica Neurovida, unidade Recreio (RJ), aceita doações de agasalhos para adultos e crianças. Quem quiser participar pode obter mais informações pelos telefones (21) 3738-9800 / 97513-2413 (whatsapp) *** O cantor Leandro Laranja se apresenta nesta quinta-feira, às 19h, no Shopping Jardim Guadalupe *** A Câmara Setorial de Petróleo e Gás da Associação Comercial de Santos (ACS), em parceria com o Sebrae, lançará dia 24 portal de cadastramento das empresas da região interessadas em fornecer produtos e serviços para plataformas de petróleo da Bacia de Santos.

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