Número de empresas abertas em abril supera em 7% em março

Atividades mais exploradas foram cabeleireiros, venda de roupas e acessórios, promoção em vendas e obras em alvenaria.

Conjuntura / 15:42 - 22 de mai de 2019

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Segundo dados do Empresômetro, empresa de inteligência de mercado, houve um pequeno aumento no número de abertura de empresas no mês de abril em relação a março desse ano.

"Identificamos um ligeiro aumento no número, em torno de 7%. Foram mais de 263 mil empresas formalizadas no mês de abril, mesmo em meio a tantas polêmicas e um cenário de incerteza econômica", diz o empresário e diretor do Empresômetro, Otávio Amaral.

Segundo ele, é um sinal de que o empreendedor brasileiro confia na economia, uma vez que há bastante dinheiro circulando no país.

"Investir é acreditar e impulsionar nosso país, mesmo sendo difícil, aqueles que buscarem ferramentas que melhorem seus negócios terão um futuro promissor, mas que fique claro que não é do dia para a noite", afirma Amaral.

Quanto às empresas, o estado que abriga a maior população, São Paulo, foi onde grande parte das empresas (82 mil) foram formalizadas somente em abril; na Região Nordeste, a Bahia foi o estado que abriu mais de 12 mil novos negócios; já na Região Norte, o estado do Pará abriu mais de 4 mil novos empreendimentos. No Sul, vemos o Paraná com pouco mais de 18 mil novas empresas no mês.

As atividades mais exploradas pelos empreendedores no mês de abril, seguindo uma tendência dos meses anteriores, foram: cabeleireiros, venda de roupas e acessórios, promoção em vendas e obras em alvenaria. O que chama atenção é o fornecimento de alimento para consumo alimentar na quinta posição, que expressa uma outra tendência: o serviço de entrega de comida a domicílio, impulsionada pelos aplicativos de delivery e facilidade em formalizar uma empresa.

"O brasileiro tende a ver uma oportunidade em cada período de crise. Ele lança mão daquilo que sabe fazer e que não necessita de muito investimento, para que possa gerar renda, por isso, tem sido muito comum a adesão de pessoas ao serviço de alimentação. Dessa forma, com um negócio formalizado, ele pode, por exemplo, cozinhar em casa, alocar seus serviços nos aplicativos e engordar a receita a mensal", conclui Amaral.

 

Três em cada 10 startups fecham todo ano - Pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços mostra que boa parte das empresas iniciantes não conseguem se manter no mercado. Ou seja, três em cada 10 empresas que estão começando na área de tecnologia fecham as portas. Um grande erro das empresas que nascem focadas em tecnologia seria justamente se concentrar somente em suas tecnologias.

- Parece contraditório, mas não é - explica Fernando Vogt, diretor comercial da startup Target MP, uma das cinco maiores empresas de Meios de Pagamentos eletrônicos para o mercado de fretes.

O levantamento do Sebrae apontou que as novas empresas precisam inovar sempre, para atender às demandas do mercado.

Para Vogt, é justamente ouvindo a dor do cliente que a empresa encontra inspiração para buscar novas soluções tecnológicas. O executivo destaca que muitas empresas lançam suas tecnologias e esquecem de acompanhar a funcionalidade, a utilidade e usabilidade do cliente.

"Se o cliente não sabe usar corretamente, se a ferramenta apresenta bugs ou defeitos, se precisa de ajustes para determinado cliente e nada disso for feito, o cliente procura outro produto.

Na pesquisa, foram ouvidas 1.044 companhias, principalmente de Tecnologia da Informação e da Comunicação (31%), Desenvolvimento de Software (21%) e Serviços (18%).

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