Nove em 10 brasileiros não ficam longe do celular por mais de 1h

Hábitos que aumentaram: mandar áudio para não digitar, joguinho em reunião de trabalho e fone mesmo sem ouvir nada para não ser incomodado.

Informática / 12:00 - 27 de ago de 2019

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Estudo realizado pela Hibou com mais de 2 mil brasileiros que possuem smartphones, entre 16 e 45 anos, analisou comportamentos inusitados na relação deles com seus celulares. A pesquisa faz um comparativo entre abril de 2018 e julho de 2019.
Houve um aumento de 67% dos brasileiros que se cobram de silenciar o celular à noite, mas nunca o fazem. Em abril de 2018 eram 21%, em julho deste ano 35%.
Ainda segundo o estudo, 91% dos brasileiros não conseguem ficar longe do celular por mais de 1 hora. E 91% das pessoas disseram que gravam áudios por preguiça de digitar, mesmo sem intimidade com a pessoa com quem estão conversando. Houve um crescimento expressivo de 40%, pois em 2018 eram 65% e em 2019, 91%.
O estudo também aponta que 64% dos entrevistados afirmaram que já colocaram o fone de ouvido e plugou no celular, com ou sem música, só para não terem que conversar com ninguém. E que 66% dos brasileiros afirmaram que, caso acordem no meio da noite, costumam sempre dar uma olhada no celular. Um crescimento de 10% em relação a 2018.
Sobre aplicativos, 69% dos brasileiros este ano afirmaram que ao menos metade de seus apps ficam logados o tempo todo em seus celulares; 73% dos brasileiros pedem mais comida delivery que antes por conta da facilidade do app em seu celular; 70% dos brasileiros já jogaram o mesmo joguinho vários dias ou semanas seguidas, depois nunca mais abriram. Um crescimento de 19% em relação a 2018.
Metade dos entrevistados, 51% afirmaram que já baixaram um aplicativo e nunca usaram. Hoje, 42% dos brasileiros pagam a maioria de suas contas pelo aplicativo do banco. Em 2018 eram 34%; 70% das pessoas disseram que colocaram a maioria dos grupos do whatsapp no silencioso, isso significa um crescimento de 23%, comparado a 2018.
O levantamento apontou que 85% dos brasileiros disseram que é através do celular onde mais acessam as redes sociais. Em 2018 eram 74%, um crescimento de 15%; 60% dos entrevistados afirmaram que perdem a noção do tempo vendo posts e vídeos no celular; 44% das pessoas afirmaram que aumentaram o número de marcas de cotovelo logo acima do joelho; e 54% das pessoas consultam preços de produtos pelo celular quando vêem algo interessante em uma loja física.
A Hibou também observou que 68% das pessoas usam o celular como lanterna com freqüência; 64% dos brasileiros apagam sempre seus históricos de conversas; 45% das pessoas já pediram carregador emprestado para quem não conheciam, um crescimento de 22% em relação a 2018.
Também observou que 88% dos brasileiros procuram por um assunto no celular no meio de uma discussão; 88% dos brasileiros afirmaram que já caíram em uma fake news pelo ceular; 59% afirmaram que entre um tutorial por escrito ou vídeo, preferem vídeo; que 43% dos brasileiros disseram que já jogaram joguinho pelo celular no meio de uma reunião de trabalho ou aula; que 20% dos brasileiros já agendaram algum tipo de consulta médica sem falar com ninguém, tudo através do celular. Um crescimento de 54%. Em 2018 eram 13%.
E, finalemente, que 33% usam o celular para o controle da saúde. Em 2018 eram 26%, um crescimento de 27%; e que 32% só abrem Twitter quando há polêmica rolando.

 

iPhone mais caro do mundo - O Brasil tem o iPhone mais caro do mundo, é o que mostra uma pesquisa realizada pelo banco alemão Deutsche Bank. Segundo o levantamento, o iPhone XS custa 58% mais no Brasil do que nos EUA. Com a conversão do dólar e inclusão de taxas a diferença pode ser de 64%.

Ainda, de acordo com a pesquisa, no Brasil o smartphone custa, em média, US$ 2.050 - na conversão para reais esse valor chega a R$ 6.850. Já nos EUA o aparelho pode ser comprado por US$ 1.300. Analisando os dados do ranking vemos que fica mais barato comprar três iPhones XS no mercado americano do que dois em solo brasileiro.

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