Noticiário político volta ao radar por falta de indicadores econômicos

Expectativa é que a reforma da Previdência não atrase; no dia 24, haverá sessão pela manhã na CCJ.

Opinião do Analista / 12:01 - 20 de set de 2019

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Bom dia.

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Noticiário político volta ao radar por falta de indicadores econômicos - A expectativa é que a reforma da Previdência não atrase. No dia 24, haverá sessão pela manhã na CCJ. Pelo calendário estabelecido, depois de aprovada na CCJ, o texto passa para a votação em plenário no mesmo dia. Já na agenda de indicadores, a confiança da indústria caiu 0,2 ponto, em relação ao número final de agosto, para 95,4 pontos. O resultado negativo neste mês foi determinado pela piora das expectativas dos empresários, após duas altas consecutivas.

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Sexta mais calma em semana agitada - Semana começou com os ataques à Saudi Aramco, que mexeu com a cotação do petróleo e teve várias reuniões de banco centrais, reforçando o viés mais dovish aqui e lá fora. Hoje, tanto o noticiário quanto a agenda macro não trazem grandes novidades, com destaque para a continuidade das conversas entre americanos e chineses, mas sem sinais de um acordo próximo, e para o discurso do presidente do Fed de Boston, que no rodízio entre presidentes regionais, tem direito a voto no Fomc nesse ano e vai participar das duas reuniões que restam, no final de outubro e no meio de dezembro. Na Alemanha, mais cedo, o PPI, a inflação ao produtor, veio abaixo do esperado, caindo 0,5% na comparação mensal. As Bolsas ao redor do mundo operam no campo positivo, mas sem grandes variações, com muitas próximas do 0x0.

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Cosan (CSAN3) vende direitos - A companhia vendeu, a um fundo de investimentos, direitos creditórios no valor de R$ 400 milhões. Esse montante é pleiteado em ação contra a União Federal, em razão da "fixação de preços do açúcar e do álcool abaixo de seu custo de produção". A Cosan ainda terá direito a um valor adicional ao montante negociado, baseado em percentual fixo e atrelado ao prazo efetivo do recebimento de determinados direitos. Não há mais informações sobre o valor que a companhia poderia ganhar caso seguisse com a ação. De toda forma, o valor deve influenciar de forma positiva o balanço do terceiro trimestre. Suas ações devem responder de forma marginalmente positiva à novidade.

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Vale (VALE3) sofre condenação judicial - Foi a primeira sentença de uma ação judicial individual movida contra a companhia, em razão da tragédia de Brumadinho. O juiz determinou o pagamento de quase R$ 12 milhões em indenização aos familiares de três pessoas. A companhia ainda não manifestou se vai recorrer, de toda forma, a notícia é negativa.

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Banco Pan (BPAN4) capta R$ 521 milhões em oferta - O preço por ação foi fixado em R$ 8,25, abaixo, portanto, do atual patamar de negociação em Bolsa. A oferta movimentou R$ 1,04 bilhão, sendo que metade disso vai para o caixa do banco e o restante para a Caixa, que se desfez de parte de sua participação no Pan.

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Split de ações do IRB (IRBR3) - Os acionistas posicionados no papel terão cada uma de suas ações desdobradas em três. Dessa forma, o preço da ação, que ontem fechou em R$ 112,14, deve passar para a faixa de R$ 37/R$ 38. Papel fica ex-split no dia 26, então nesse dia, os papéis já serão negociados no novo preço, mas as duas novas ações só estarão disponíveis para negociação no dia 30 desse mês.

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Lojas Renner (LREN3) distribuirá JCP - Terão direito aos juros os acionistas posicionados até o dia 24 deste mês, ficando ex-JCP no dia seguinte. O pagamento agendado para 2020, 10 dias após a AGE. O valor do JCP é de R$ 0,0668 por ação, já líquido de IR. O yield da operação é de 1,32%.

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Proventos da Copasa (CSMG3) - Será distribuído JCP no valor líquido de R$ 0,3505 por ação com base na posição acionária do próximo dia 24/09. Os papéis ficam ex no dia seguinte e o pagamento deve ocorrer em até 60 dias. O yield da distribuição, entretanto, é baixo, de apenas 0,5%.

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Proventos de B3 (B3SA3), Cielo (CIEL3), SulAmérica (SULA11) e Unidas (LCAM3) - Começando pela B3 que, entre dividendos e JCP, vai pagar o valor de R$ 0,289 por ação. Yield é de 0,64% e o pagamento será em 7 de outubro. A Cielo paga o valor de R$ 0,028 em JCP. O pagamento será em 18 de novembro e o yield é de 0,28%. A SulAmérica paga R$ 0,131 em JCP por unit. O pagamento, no entanto, só em 17 de abril do ano que vem. Yield de 0,28%. Por fim, a Unidas paga R$ 0,222 por ação em JCP. Yield é de 0,41% e o pagamento será feito ainda nesse ano, em 4 de outubro. As quatro empresas ficam ex-proventos no mesmo dia, a próxima quarta-feira, dia 25, então os investidores posicionados ao final do pregão do dia 24 terão direito a receber os dividendos e JCPs. Todos os valores já são líquidos de IR.

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Bons negócios!

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