Noruegueses vivem do petróleo, mas querem desinvestir

Fundo norueguês anuncia como será a saída das aplicações em 95 companhias produtoras de óleo cru.

Acredite se Puder / 18:47 - 2 de out de 2019

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Até 1970, a Noruega era um dos países mais pobres da Europa. Hoje, é a nona maior economia mundial, graças ao petróleo do Mar do Norte. Mas, ao que tudo indica, os noruegueses ficaram ricos e complicados. Nesta terça-feira, o maior fundo de pensão do mundo confirmou, o que já tinha revelado em março deste ano, mas adiantou como será o desinvestimento nas empresas de petróleo. O governo norueguês anunciou que a decisão de desinvestir se aplica às companhias classificadas no índice FTSE Russell como “Petróleo: produtoras de cru”. Assim, estão incluídas as 95 empresas que estão no índice de referência do Government Pension Fund Global, que é gerido pelo Norges Bank, e representam cerca de 0,8% da carteira de ações do fundo, o que significa uma aplicação de 5 bilhões de euros.

A Noruega tem dois fundos soberanos, o Government Pension Fund Global e o Government Pension Fund Norway. O primeiro é uma extensão do chamado Fundo de Petróleo e o Ministério das Finanças é o responsável pela sua gestão, sendo que a operacional está delegada no banco central do país, o Norges Bank. As receitas deste fundo provêm do rendimento total que o governo norueguês obtém com as atividades petrolíferas e do retorno sobre os investimentos do fundo. O segundo tem menor dimensão e é um fundo nacional, estando limitado a investimentos noruegueses e escandinavos, sendo apenas um acionista de relevo em muitas das grandes empresas norueguesas. A sua gestão operacional está delegada no National Insurance Scheme Fund.

 

OMC derruba bolsas europeias

A Organização Mundial do Comércio anunciou nesta quarta-feira ter autorizado os Estados Unidos a aplicar tarifas às importações oriundas da União Europeia até o valor máximo anual de US$ 7,5 bilhões, por causa dos incentivos concedidos a Airbus. A conclusão de que a fabricante aeronáutica Airbus beneficiou de ajuda pública europeia, prejudicando a rival norte-americana Boeing. A Comissão Europeia, no entanto, revelou que pretende negociar, mas advertiu que caso os EUA imponham tarifas a UE irá responder na mesma moeda. Por causa disso, as principais bolsas europeias tiveram fortes perdas, entre 2% e 3%. O índice Stoxx600 caiu 2,70% para os 377,52 pontos. Os setores que notam as maiores perdas são os da indústria química, matérias-primas e dos serviços financeiros, todos com baixas superiores a 3%.

 

Hesitam os parceiros do Facebook na libra

Quatro empresas de pagamento que se juntaram ao Facebook como membros fundadores da Libra Association estão relutantes em assinar oficialmente o projeto da criptomoeda. O motivo da indecisão é que a Visa, a Mastercard, a PayPal Holdings e a Stripe estão preocupadas em manter um bom relacionamento com reguladores que, por sua vez, têm reservas sobre o projeto. Os executivos das empresas de pagamentos acreditam que o Facebook exagerou ao afirmar que reguladores estavam confortáveis com o projeto e não demonstram satisfação com a percepção de que a rede social não tem atuado de maneira responsável em outras áreas, como a forma de lidar com dados e privacidade dos usuários.

 

Cotação do Brent perto da do WTI

O preço do petróleo continua a desvalorizar. Na quarta-feira, em Londres, a cotação do barril do Brent perdeu 2,41% e foi para US$ 54,47, enquanto a do WTI desvalorizou 2,35% voltando para US$ 52,36.

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