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No Brasil, fraudadores em criptomoedas são condenados a morte

Corpo de operador que teria dado prejuízo de R$ 200 milhões aparece carbonizado no porta-malas de um carro

Acredite se puder / 03 Dezembro 2018

O mercado de moedas virtuais parece o velho oeste norte-americano, ou seja, uma terra sem lei. No Brasil, foi estabelecida a pena de morte para os fraudadores, como Márcio Rodrigo dos Santos, que deu um prejuízo de cerca de R$ 200 milhões a centenas de pessoas que vivem no Brasil e no exterior. O corpo de um dos líderes do esquema de pirâmide financeira com bitcoin, através do D9 Clube de Empreendedores, foi encontrado carbonizado dentro do porta-malas de um carro em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. No ano passado, Rodrigo foi preso ao ser denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul como um dos líderes do grupo de fraudadores. No entanto, foi libertado e teria continuado com os golpes após de deixar a prisão. Por causa da legislação permissiva, foi condenado a morte. Existem dois suspeitos que estão presos. Para a polícia, Rodrigo estava morto quando o corpo foi queimado, mas sua morte ainda não foi oficialmente confirmada, pois ainda é aguardado o resultado do teste de DNA.

Em julho deste ano, a Justiça da Bahia ordenou a prisão dos sócios da D9 Clube d Empreendedores por operarem esquema fraudulento com bitcoin em vários estados do país. Segundo a polícia, o fundador da empresa, Danilo Santana, é o cabeça do esquema. Ele contou com a colaboração de seus familiares para comandar o que a polícia classifica como golpe financeiro. As pessoas eram estimuladas a criar uma conta virtual, fazer um depósito para comprar bitcoin e depois chamar outras pessoas para os negócios, com a promessa de rendimento de 33% por mês com a moeda virtual. Desta forma, o sistema de pirâmide ia se formando gradativamente. Cada novo membro financiava um membro acima da cadeia. A plataforma lesou pelo menos 1,3 mil clientes no Brasil e era apresentada como site de apostas, quando na verdade era um ninho de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, de acordo com a denúncia.

 

FBI prende um nos Estados Unidos

O CEO da empresa de cripto AriseBank foi preso pelo FBI sob a acusação de fraudar centenas de investidores em mais de US$ 4 milhões. Jared Rice, de 30 anos, foi anteriormente objeto de uma ação cível movida pelo escritório regional de Fort Worth, da Securities and Exchange Commission, em fevereiro, e foi indiciado por três acusações de fraude eletrônica para o mesmo esquema de criptomoeda. Rice teria alegado falsamente que sua Oferta Inicial de Moeda (ICO) para o token digital do AriseBank, o AriseCoin, arrecadou US$ 600 milhões em semanas.

Em relação ao AriseBank, Rice teria falsamente alegado que o banco poderia oferecer aos clientes “contas seguradas pelo Fdic e serviços bancários tradicionais, incluindo cartões de crédito e débito da marca Visa”, além de serviços de criptomoeda. A SEC descobriu que o fraudador não estava autorizado a oferecer serviços bancários no Texas, não tinha acesso ao seguro Fdic e nenhuma parceria com a Visa. Agora, Rise aguarda preso o seu julgamento e, se for condenado culpado, poderá pegar uma sentença de até 120 anos em uma prisão federal.

 

FBI identifica quem vendia drogas por bitcoins

Silk Road era um site de vendas de drogas ilegais, que operava na deep web, fazendo as transações com pagamentos em bitcoins, para garantir o anonimato tanto dos vendedores e dos compradores. Por muito tempo, o FBI tentou descobrir a verdadeira identidade do Dread Pirate Roberts, dono do negócio, mas existiam suspeitas de que o nome poderia ser utilizado por mais de uma pessoa. A perseguição durou mais de dois anos, mas o FBI descobriu que Pirate era Ross Ulbricht, de 29 anos, que está sendo acusado de ter movimento US$ 1,3 bilhão em bitcoins desde que o site foi inaugurado, em 2011.