Niemeyer continua fechada por determinação judicial

Só neste ano, a avenida já foi interditada por três vezes devido a deslizamentos de terra, em maio, abril e fevereiro.

Rio de Janeiro / 15:17 - 7 de jun de 2019

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A Avenida Niemeyer, que liga, beirando o mar, o Leblon a São Conrado, na Zona Sul do Rio, vai permanecer fechada pelo menos até a próxima semana. A decisão foi tomada nessa quinta-feira, em audiência especial realizada na Terceira Vara da Fazenda Pública da capital, que deu prazo de 48 horas para o Ministério Público Estadual e a prefeitura do Rio apresentarem documentos sobre o caso de interdição da via.

Depois disso, será realizada nova vistoria pelos peritos nomeados pelo Judiciário, no prazo de cinco dias. Somente após esses procedimentos é que será decidido se a Niemeyer será reaberta ou não.

Na sessão, a prefeitura alegou que cumpriu todas as exigências feitas anteriormente pela Justiça e que está realizando obras em cinco trechos da encosta da Niemeyer, que devem ser finalizadas em novembro, com um custo superior a R$ 30 milhões. Após a conclusão, há previsão de reflorestamento das áreas.

A prefeitura informou ainda que já retirou árvores, casas e entulho da encosta e que alterou o índice pluviométrico a ser atingido para acionamento do protocolo de fechamento da Niemeyer, em dias de chuva, de 48mm para 10mm.

Entretanto, as alegações não foram suficientes para convencer a juíza Mirela Erbisti, que afirmou não ter interesse em manter a avenida fechada, mas ponderou que só pode dar a ordem para reabri-la se restar comprovado que não há perigo.

Esta é a segunda vez que a Justiça nega o pedido da prefeitura para reabertura da Niemeyer, o que já tinha ocorrido no dia 30 de maio.

A interdição da via foi determinada no dia 28 do mês passado, pela juíza Mirela Erbisti, que entendeu que existe possibilidade de deslizamentos de terra no local.

Na ocasião ela atendeu parcialmente a pedido do Ministério Público Estadual, que além do fechamento da Niemeyer para o trânsito, solicitou a retirada de todos os moradores do Vidigal que residem em casas localizadas na face do morro voltada para a avenida, mas esse ponto não foi deferido pela juíza.

Somente neste ano, a avenida Niemeyer já teve que ser interditada por três vezes devido a deslizamentos de terra, em maio, abril e fevereiro, quando duas pessoas morreram soterradas dentro de um ônibus.

 

Agência Brasil

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