Na luta contra Irã Trump quer bloquear tudo

Sanções contra entidades, indivíduos e até aeronaves da PdVSA.

Internacional / 22:51 - 24 de jan de 2020

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O governo dos Estados Unidos acrescentou à sua lista de sanções para quem apoia o Irã, quatro empresas de petróleo e petroquímicas, duas delas têm sede em Hong Kong e as outras, em Xangai e além de dois indivíduos.

Segundo o Departamento do Tesouro norte-americano, as firmas ajudaram a Companhia Nacional de Petróleo do Irã a exportar o produto e derivados aos Emirados Árabes Unidos e à China. O valor de exportação equivale, ao todo, a milhões de dólares.

Medida similar foi adotada pelo Departamento de Estado, que anunciou na quinta-feira (23), a inclusão de novas entidades à sua lista de sanções. Uma empresa na China continental e duas firmas baseadas em Hong Kong, além de dois indivíduos, foram acrescentados à lista. Uma das companhias com sede em Hong Kong também está na relação do Departamento do Tesouro.

 

Pressão máxima1

 

O secretário de Estado, Mike Pompeo, disse, no Twitter, que “a pressão máxima sobre o regime iraniano irá continuar até que seu comportamento mude”. Ele alertou que entidades ou indivíduos que apoiam atividades iranianas serão alvo de sanções.

Na terça-feira, os EUA já haviam designado 15 aeronaves como propriedade bloqueada da estatal venezuelana PdVSA, a mais recente medida para pressionar o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro. O Departamento do Tesouro dos EUA também informou em comunicado que aeronaves designadas são propriedades das quais a PdVSA tem interesse.

Várias aeronaves foram usadas para transportar membros seniores do governo Maduro, e algumas foram operadas de maneira insegura nas proximidades de aeronaves militares dos EUA, segundo o comunicado. Como resultado dessa ação, os norte-americanos estão cientes de que não podem fazer transações com essas aeronaves.

Os EUA seguem uma política de sanções econômicas e isolamento diplomático contra o governo venezuelano em apoio ao líder da oposição, Juan Guaidó. No início deste mês, o Tesouro colocou na lista sete delegados da Assembleia Nacional da Venezuela, alegando que as pessoas designadas “tomaram medidas para minar o processo eleitoral na Assembleia Nacional”. Durante sua reunião de segunda-feira com Guaidó na Colômbia, Mike Pompeo disse que Washington tomaria outras ações para apoiar Guaidó.

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