Multidão exige renúncia de presidente interina da Bolívia

Evo Morales, no México, afirmou que “se o povo pedir”, regressaria ao país para “pacificá-lo”.

Internacional / 23:53 - 13 de nov de 2019

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Uma multidão se concentrou nesta quarta-feira em El Alto, cidade vizinha à capital da Bolívia, para uma marcha em direção à La Paz com o objetivo de repudiar o golpe e rechaçar a autoproclama-ção da senadora Jeanine Áñez como presidente interina da Bolívia, exigindo a sua renúncia. Os movimentos anunciaram uma paralisação por tempo indeterminado até que suas demandas sejam atendidas.
Durante o ato, lideranças denunciaram que os deputados e senadores do Movimento Ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente Evo Morales, foram impedidos de ingressar na Asembleia Nacional para a sessão desta quarta, que iria discutir os rumos do país. A manifestação também repudiou a atuação de milícias que tentam conter os protestos populares.
A autoproclamada presidente Jeanine Áñez deu posse ao general do Exército, Sergio Carlos Orellana Centellas, como novo Comandante-chefe das Forças Armadas, no lugar de Williams Kaliman, que havia “sugerido” ao então presidente Evo Morales que renunciasse, consolidando, assim, o golpe de Estado.
Ela também disse que será garantido um processo eleitoral limpo e transparente, no qual “todos os cidadãos que atendem aos requisitos constitucionais” possam participar. “Este mandato presidencial estritamente provisório terá dois objetivos fundamentais: a revogação da sentença inconstitucional 0084/2017, de 28 de novembro de 2017 (que permite a reeleição indefinida do presidente da República) e a convocação de eleições gerais, no menor tempo possível, conforme estabelecido pela Constituição”, afirmou Janine, em entrevista à imprensa.
Já o ex-presidente Evo Morales, asilado no México, acusou Organização dos Estados Americanos (OEA) de estar “ao serviço do império norte-americano” ao comentar sobre a auditoria feita pelo órgão que indicou supostos problemas na apuração das eleições de 20 de outubro. O líder boliviano também afirmou que, “se o povo pedir”, regressaria ao país para “pacificá-lo”.
 

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