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Movendo 3 bilhões de iuanes, kiwi é responsável por 1/4 do PIB da China

Internacional / 12 Julho 2018

Beijin - Apesar de originário da China há milhares de anos, o kiwi passou a desempenhar um papel fundamental desde os anos 80 na economia do país, junto com a Reforma e Abertura. O Sul, por seu clima temperado ou subtropical de montanha, desde então, passou a ser o grande polo e faz da China hoje o maior produtor mundial do fruto - tanto que tem status de fruta nacional -, sendo a maior parte para consumo interno, mas também há exportações para a Coreia, Indonésia, Malásia e Taiwan, além do Japão, sobretudo na forma de óleo, já que laboratórios japoneses combinam com o óleo de linhaça para produção de cápsulas para saúde. Futuramente, o governo da província de Guiyang tem como meta exportar também para África e Américas como um todo.

Essa “máquina” chamada kiwi movimenta 1.240 bilhões de iuanes e é responsável por 1/4 do PIB do país. Em toda a província, o distrito de Xiuwen é o que tem maior produção, hoje na mão de cooperativas familiares e de uma gigante estatal, a Xiuwen Zhihiu.

Segundo Yan Jian, vice-presidente da empresa, a produção de kiwi, totalmente automatizada e monitorada por Internet das Coisas (IoT), foi de 10 mil toneladas em 2017. A meta de produção de toda a província para este ano é de 80 mil toneladas.

Já nas 265 cooperativas, que envolvem 37 famílias em 160 hectares, de acordo com o governo chinês, que ajudou na redução da pobreza, a produção move atualmente 3 bilhões de iuanes, mas o plano é chegar 10 bilhões da moeda até 2020.

Hoje, uma caixa com 32 kiwis varia de 128 a 168 iuanes no mercado interno. Além disso, há produção não só do kiwi em natura, como do suco enlatado.

A ideia futuramente é fazer com o que o kiwi (inicialmete setor primeiro e hoje já secundário) chegue ao setor terciário, através do turismo, por ora, incipiente.

Uma visita atualmente a uma cooperativa de kiwi sai a 200 iuanes por dia, para cada turista e inclui alojamento, ônibus e alimentação. Os picos de turismo vão de maio (quando as plantações começam a florescer) a setembro, mês da colheita. Mas a ideia é focar no kiwi como fonte de turismo.

A Actinidia deliciosa (seu nome científico) é considerado o fruto comercial com maior quantidade de vitamina C já identificado com a exceção da acerola, além de ser particularmente rico em alguns oligoelementos, como o magnésio, o potássio e o ferro.

Os frutos dos cultivares mais comuns são ovais, com o tamanho aproximado de um ovo de galinha (5 cm a 8 cm de comprimento e de 4,5 cm a 5,5 cm de diâmetro). O fruto tem uma casca fibrosa, baça, castanho-esverdeada, que recobre uma polpa verde brilhante ou verde-amarelada que contém fileiras de pequenas sementes negras comestíveis. Quando maduro, o fruto é sumarento e macio, com um paladar e cheiro muito característicos.

A boa combinação entre as vitaminas A e E existente no kiwi pode diminuir o risco de doenças cancerosas e circulatórias, incluindo as coronárias, e melhorar o desempenho do sistema imunológico. A vitamina B6 e a niacina são encontradas em quantidades menores que as outras, porém ainda em quantidades significativas.

Alguns dos elementos minerais, como o cálcio, o magnésio, o ferro e especialmente o potássio, contribuem para equilibrar a tensão arterial e aumentam as defesas do organismo na prevenção das gripes e resfriados. O fruto fornece, também, quantidades razoáveis de fibras solúveis, que auxiliam a diminuição dos níveis de colesterol no sangue. Devido à sua riqueza em clorofila, o kiwi é uma das poucas frutas que mantêm a coloração verde quando madura.

J.C.Cardoso