Moura Dubeux pagará dívidas com 90% dos R$ 1,25 bi captados

Lançamento de ações foi impressionante, enquanto principal projeto da construtora não deslancha.

Acredite se Puder / 18:53 - 12 de fev de 2020

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

As ações da construtora e incorporadora imobiliária pernambucana Moura Dubeux Engenharia estreiam no pregão desta quinta-feira da B3. A empresa, ao que tudo indica, conseguiu realizar uma dos mais absurdas ofertas públicas de ações e, apesar do noticiário completamente desfavorável, está levantando cerca de R$ 1,25 bilhão, pois a precificação foi na faixa de R$ 19. A oferta foi coordenada pelo Itaú BBA, com a participação do Credit Suisse, BB Investimentos e Caixa Econômica Federal. Como 90% desses recursos serão destinados a liquidação de dívidas, não houve a revelação de quais são os principais bancos credores.

Em abril de 2016, Luís Carlos Pinto, no site Marco Zero, escreveu que o balanço financeiro da construtora não justifica a agressividade da empresa na campanha para tornar realidade o Projeto Novo Recife, que prevê a construção de 12 torres de até 40 andares em área histórica da cidade. E ressaltou: “A construtora, principal empresa do consórcio que pretende edificar o empreendimento no cais José Estelita, passa por uma situação preocupante e delicada em suas contas e na sua operação”. O pior é que o empreendimento ainda não andou até o ano passado, devido a diversas disputas judiciais, apesar dos esforços desenvolvidos pelo consórcio.

Uma pergunta: o Itau não tinha a obrigação de informar essa situação? E a CVM, como fica?

 

SoftBank: receita cai 99%; ações, 12%

Por causa do seu maior fundo, o Vision Fund, que teve perda operacional de quase US$ 2 bilhões, o SoftBank registrou queda de 99% na receita do último trimestre de 2019. Mesmo assim, as ações do conglomerado japonês, listadas na bolsa e Tokyo, tiveram valorização de 12% no pregão desta quarta-feira. A maior parte do prejuízo do Vision Fund foi consequência dos investimento em empresas do tipo Uber e também pelos cancelamentos consecutivos dos IPOs da WeWork, que culminaram em um aporte emergencial do banco para que a startup de compartilhamento de escritórios continuasse operando.

O mau desempenho do SoftBank, no entanto, foram compensados pela decisão de um juiz de Nova York a favor da fusão da Sprint com a T-Mobile. Já as ações da operadora de telefonia móvel dispararam 78% com as notícias referentes ao acordo. Como a instituição japonesa possui quase 85% da Sprint e as ações da operadora de telefonia subiram 78%, o banco faturou mais de US$ 12 bilhões com a essa valorização. Analistas, porém, acreditam que o resultado do Vision Fund não deve ser ofuscado pela fusão e devem ser levados mais a sérios, pois representam uma fragilidade na estratégia de investimento do fundo.

 

Lucro da Tim aumentou quase 30%

A receita da Tim cresceu 2,9%, para R$ 4,58 bilhões, no quarto trimestre do ano passado, devido a redução de 2,6% na base de clientes, que ficou em 54,4 milhões de assinantes, sendo que o número dos do pré-pago caiu 7,6%, para 32,9 milhões de pessoas. O lucro, no entanto, teve crescimento de 29,7% em relação ao mesmo período do exercício anterior. O desempenho da operadora de telefonia móvel foi recebido com frieza pelos analistas. Os do Itaú BBA mantiveram a classificação de acima da média para as ações da companhia, mas não altararam o preço-alvo, que permaneceu em R$ 22,30, sinalizando uma alta de apenas 4,25% para este ano sobre o valor atual. Classificaram os resultados como positivos, mas de acordo com as estimativas, sendo que o Ebtida foi um pouco superior às projeções. Porém, alertam que o para o fato que o endividamento cresceu, e as provisões para as dívidas aumentaram 25% em uma base anual, chegando a 2,8% do faturamento bruto, apesar do declínio trimestral.

 

Espanha prende ex-CEO da Pemex

Por receber propina de US$ 12 milhões da Odebrecht na construção da siderúrgica Altos Homos, do Mexico, Emilio Lozoya foi preso na Espanha. O ex-CEO da estatal Pemex foge desde maio de 2019, pois também enfrenta outra investigação de corrupção. O México pede a sua extradição.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor