Morador do Rio quer lei dura e pena longa como solução para segurança

Pesquisa da Fecomércio aponta que rigidez em leis e penas são a 'melhor solução' para 18,4%; só 12,6% falaram verba para saúde e educação.

Rio de Janeiro / 12:33 - 5 de set de 2019

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Estudo do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (Ifec-RJ), da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro, revela que 18,4% dos fluminenses consideram que aprovar leis mais duras e penas mais longas a criminosos é a melhor solução para melhorar a segurança pública do estado. Já 12,6% dos entrevistados acreditam que a melhor seria aumentar as verbas para saúde e educação; e 11,6% combater a corrupção.

Quando convidado a escolher uma segunda melhor opção, a aprovação de leis mais duras e penas mais longas a criminosos também foi a mais citada entre os pesquisados (12,4%). A terceira melhor opção apontada foi gerar mais empregos para a população (14,6%).

Na lista, aparecem também soluções que envolvem a polícia. Por exemplo, 23,6% colocaram a melhoria das condições de trabalho dos policiais com novas viaturas, armas potentes e delegacias e postos policiais bem equipados como a primeira, segunda ou terceira melhor alternativa para resolver o problema da criminalidade. Além disso, 17,8% apontaram a integração entre as polícias estadual e federal como opção; enquanto 15,2% acreditam que seja colocar mais policiais na rua; e 14,6% optaram pelo melhor treinamento e qualificação dos policiais.

Outras opções que também são citadas pelos cidadãos são: implementar mais programas de primeiro emprego para jovens (28,2%); combater o tráfico de drogas (22,2%); e dar mais opções de lazer e atividades para as crianças de 7 a 14 anos fora do horário escolar (18,2%). Além disso, 90,6% da população se disse a favor de programas para crianças fora do período escolar.

Além disso, quando perguntados sobre soluções para o problema da violência, 61,8% dos entrevistados optaram pela resposta "a melhor solução para a criminalidade e a violência é prestar mais atenção sobre a condição de vida da população, porque sem moradia, saúde, educação e emprego, o jovem sempre vai ver o crime com uma das únicas opções para melhorar sua vida."

Por outro lado, 32,8% responderam acreditar que o melhor é "uma política de segurança pública forte com policiais mais inteligentes e mais bem pagos, leis e punições mais severas e muito mais presídios de segurança máxima".

As duas opções não agradaram a 3,4% dos entrevistados, que acreditam em outras soluções. E outros 2% optaram por não responder.

A pesquisa ouviu 500 cidadãos fluminenses, entre os dias 5 e 8 de agosto.

 

Sistema socioeducativo - A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados debate hoje a segurança do sistema socioeducativo no Brasil, em especial no Rio de Janeiro.

O deputado Delegado Antônio Furtado (PSL-RJ), autor do requerimento para a realização do debate, justifica a necessidade da discussão diante de assassinatos cometidos contra agentes socioeducativos e de recentes episódios de invasões de unidades para resgate de adolescentes infratores. Em julho, por exemplo, três adolescentes foram resgatados da Fundação Casa, em Ribeirão Preto (SP).

 

Com informações da Agência Câmara Notícias

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