Modalmais - Fechamento 9.09: quarto pregão de alta

Bovespa cravou o quarto pregão seguido de recuperação, e na máxima do dia alcançou 104.259 pontos.

Opinião do Analista / 10:45 - 10 de set de 2019

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A Bovespa cravou o quarto pregão seguido de recuperação, e na máxima do dia alcançou 104.259 pontos. Índice bem perto do que temos traçado como meta a ser atingida ao redor de 104.700 pontos. A Bovespa foi ajudada por dois fatores: 1) Performance do setor bancário em função de declarações do presidente Campos Neto sobre o volume de compulsório ao redor de R$ 400 bilhões que poderia ter parte liberada; e 2) Influiu ainda o minério de ferro em alta que ajudou as ações de siderurgia e mineração.

O dia foi de comportamento misto para as principais Bolsas europeias. Nos EUA, mercados transitando entre a estabilidade e o campo negativo, apesar da abertura em alta. Pesa sobre o mercado as indefinições com relação ao Brexit, no Parlamento que entra nesta segunda em recesso e só retorna no dia 14 de outubro. Haverá debate de emergência nesta segunda. O presidente do Parlamento inglês disse que deixará o cargo em 31 de outubro (coincide com a decisão do Brexit) ou antes se for convocada eleição antecipada.

Nos EUA, tivemos declarações positivas do secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, que disse: 1) Ele enxerga como sinal de boa fé a ida de missão chinesa para Washington e a disposição de comprar mais produtos agrícolas; 2) Não enxerga nenhuma recessão no horizonte da economia americana; e 3) Afirmou ainda que a economia está brilhando, mesmo com taxa de juros maior comparativamente a outros países. O índice de tendência de emprego caiu para 110,62 pontos em agosto, de anterior em 110,72 pontos.

No México, a inflação medida pelo CPI (Consumidor) de agosto retrocedeu anualizada para 3,16%. Outro ponto a destacar diz respeito ao fato de terem sido observadas taxas negativas em títulos corporativos emitidos. A Siemens emitiu títulos de dois e cinco anos com taxas negativas em -0,31%.

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava boa alta de 2,39%, com o barril cotado a US$ 57,87. O novo ministro de Energias da Arábia Saudita disse que vai manter os cortes de produção. O euro era transacionado em alta para US$ 1,105 e notes americanos de dez anos com taxa de juros de 1,62% em forte alta. O ouro em queda e a prata praticamente estável na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na Bolsa de Chicago. O minério de ferro negociado na China teve alta de 4,40% com a tonelada em US$ 92,97.

No Brasil, nenhum ruído político. Situação que só deve acontecer a partir desta terça-feira, dia 10 de setembro, quando os parlamentares voltarão a Brasília. Há previsão de início da votação da reforma da Previdência. Na área econômica, a pesquisa Focus semanal do BC veio com inflação prevista para 2019 novamente em queda para 3,54% (anterior em 3,59%), com queda em 2020 para 3,82%. Selic e PIB mantidos em respectivamente 5,0% e 0,87% para 2019 e produção industrial passando para negativa em 0,29%.

O saldo da balança comercial de 2019 foi projetado em queda para US$ 52,00 bilhões. O saldo da balança comercial da primeira semana de setembro foi superávit de US$ 1,54 bilhão deixando o saldo do ano com superávit de US$ 33,08 bilhões. A FGV avaliou que a produtividade do trabalho no segundo trimestre em queda de 1,7% foi a pior performance desde o primeiro trimestre de 2016.

No mercado, dia de DIs em queda para os vencimentos mais líquidos e dólar começando fraco e ganhando corpo ao longo do dia. No encerramento, o dólar registrava +0,46% cotado a R$ 4,098. Na Bovespa, na sessão do dia 5 de setembro, os investidores estrangeiros alocaram recursos no montante de R$ 327,9 milhões, deixando o saldo do mês ainda negativo em R$ 1,74 bilhão e no ano com saldo negativo de R$ 23,3 bilhões. A B3 anunciou que divulgará estatística considerando os volumes de recursos em IPOs e Follow-on. Entendemos que seria bom divulgar o fluxo da Bovespa isoladamente.

No mercado acionário, dia de queda de 0,64% para a Bolsa de Londres, Paris com -0,27% e Frankfurt com +0,28%. Madri e Milão com altas de respectivamente 0,10% e 0,19%. No mercado americano, o Dow Jones com +0,15% e Nasdaq com -0,19% Na Bovespa, dia de alta de 0,24% e índice em 103.180 pontos.

Na agenda de terça, teremos a primeira prévia do IGP-M de setembro, o levantamento sistemático da produção agrícola pelo IBGE. Nos EUA, a confiança do pequeno empresário de agosto.

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Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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