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Modalmais: fechamento 29.01 - Dia de recuperação

Dia foi de agenda cheia com declarações e posterior votação pelo Parlamento britânico sobre o Brexit.

Opinião do Analista / 30 Janeiro 2019 - 10:40

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Depois da pressão exercida por Vale e Petrobras em quedas na sessão de 28 de janeiro, hoje, dia 29, foi dia de recuperação. Queda excessiva de Vale por efeito da tragédia em Brumadinho e queda do petróleo no mercado internacional espelhando preocupação com a desaceleração econômica global, principalmente com a China.

O dia foi de agenda cheia com declarações e posterior votação pelo Parlamento britânico sobre o Brexit (começando às 17h). Theresa May fez novamente declarações duras para o Parlamento dizendo que precisam emitir mensagem enfática sobre o que querem e pediu autonomia para renegociar com a União Europeia. Philip Hammond declarou que se deixarem a União Europeia sem acordo levará o país ao déficit e dívidas maiores. Acrescentou que desde 2016 disponibilizou 4,2 bilhões de libras para preparar o Brexit e que sem acordo seria traição com o futuro da economia.

Preocupação dos investidores com as negociações que recomeçam amanhã entre China e EUA, e encontro de Trump com Liu He vice-primeiro-ministro. Preocupação num ambiente onde os EUA acusam a executiva da gigante Huawei de fraude e roubo de patente de empresa americana. De qualquer forma, os envolvidos fizeram declarações positivas sobre o encontro. A safra de balanços mexendo pontualmente com preço dos ativos.

Ainda nos EUA, o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, falou sobre a economia forte e crescendo ainda no ritmo de 3,0%, mas destacou a desaceleração chinesa como risco. Esclareceu que a paralisação afetou a economia levemente, mas pode ser recuperado em próximos trimestres. Segundo Mnuchin, não há indicação de recessão.

No mercado, o petróleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava alta de 2,73%, com o barril cotado a 53,41. O euro era transacionado próximo da estabilidade em US$ 1,143 e notes americanos de dez anos com taxa de juros de 2,72%. O ouro e a prata em altas na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na Bolsa de Chicago.

No segmento local, as indicações são positivas sobre o restabelecimento do presidente Bolsonaro, depois da reversão da colostomia. Alguns posicionamentos de ministros sobre a tragédia de Brumadinho e eventual troca da gestão da empresa, que seria inusitada caso não se comprove negligência.

O BC divulgou que a concessão de crédito livre de 2018 expandiu 12,8% e o total de crédito cresceu 5,5% para R$ 3,26 trilhões, 47,4% do PIB, maior desde 2015. A inadimplência no crédito livre caiu para 3,8% e na pessoa física foi de 4,8%. O Tesouro noticiou déficit primário de R$ 120,2 bilhões em 2018 (-1,7% do PIB). O déficit do INSS foi de R$ 195,2 bilhões e a regra de ouro foi cumprida com folga de R$ 35,8 bilhões. Porém, para 2019 o governo detecta insuficiência de R$ 93,9 bilhões. O secretário Mansueto de Almeida declarou que o quinto déficit seguido em 2018 preocupa por conta da alta carga tributária e o ajuste tem que vir por queda das despesas.

No mercado, os DIs encerraram com taxa de juros em queda para vencimentos mais líquidos e o dólar fechou em queda de 1,28% e cotado a R$ 3,72. Na Bovespa, na sessão de 24 de janeiro, os investidores estrangeiros alocaram R$ 1,15 bilhão e, com isso, o mês está positivo em R$ 3,30 bilhões.

No mercado acionário, dia de alta da bolsa de Londres de 1,29%, Paris com +0,81% e Frankfurt com +0,08%. Madri e Milão com altas de respectivamente 0,67% e 0,48%. No mercado americano, faltando cerca de uma hora para encerramento, o Dow Jones operava estável e Nasdaq com -0,90%. Na Bovespa, antes do call de encerramento, alta de 0,20% e índice em 95.639 pontos.

Na agenda de amanhã, muitos indicadores sendo apresentados. No Brasil, sai o IGP-M de janeiro, o IPP da indústria de transformação de dezembro e fluxo cambial da semana anterior. Nos EUA, a pesquisa ADP sobre criação de vagas no setor privado em janeiro, o PIB do quarto trimestre vendas pendentes de imóveis e a decisão do Fed sobre juros, seguida de coletiva de imprensa.

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Alvaro Bandeira

Sócio e economista-chefe Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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