Modalmais - Fechamento 23.10: Bovespa em recorde histórico (novamente)

Terça foi mais um dia de Bovespa forte atingindo novo recorde de pontuação histórica.

Opinião do Analista / 10:58 - 23 de out de 2019

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Esta terça foi mais um dia de Bovespa forte atingindo novo recorde de pontuação histórica, apesar de os investidores estrangeiros seguirem retirando recursos do mercado secundário e, com isso, deixando de pressionar o sistema de preço dos ativos. Na máxima do dia, o índice atingiu 107.420 pontos, derrubando o recorde anterior de 106.650 pontos obtidos em julho.

A expectativa de aprovação da reforma da Previdência sem novas desidratações na sessão do Senado foi o motor do mercado, já que nesta terça as Bolsas externas não ajudaram muito. Apesar disso, no segmento internacional, as expectativas são também positivas, tanto em relação ao Brexit, como no acordo entre EUA e China sobre comércio bilateral e propriedade intelectual.

No Brexit, o primeiro-ministro Boris Johnson disse que se o Parlamento atrasar até janeiro será preciso novas eleições, principalmente se perder a votação desta terça. Já a União Europeia, deve decidir a extensão do Brexit nos próximos dias. No final da tarde, o Parlamento britânico optou por adiar novamente esse processo, rejeitando tramitação acelerada. Nos EUA, as vendas de imóveis usados de setembro registraram queda de 2,2%, de previsão de queda de 0,7%. Já o índice de atividade industrial de Richmond, subiu para 8 pontos, vindo de -9 pontos.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) mantém a expectativa de conseguir novos cortes de produção de petróleo na reunião que ocorre em dezembro, mesmo com a expectativa de acordo entre o Kuwait e a Arábia Saudita de explorar campos na zona neutra. Por conta disso, o petróleo mostrava recuperação na sessão desta terça. O petróleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava alta de 1,59% e barril cotado a US$ 54,16. O euro mostrando leve queda para US$ 1,113 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,77%. O ouro e a prata mantendo leve perda e commodities agrícolas com comportamento misto na Bolsa de Chicago.

Aqui, o novo líder do PSL na Câmara, Eduardo Bolsonaro, destituiu e nomeou novos vices-líderes e retirou da pauta o projeto das armas. Mas o foco sempre esteve na tramitação da reforma da Previdência na CCJ do Senado e encaminhamento para plenária. Na CCJ, o novo parecer foi aprovado por voto simbólico e o relator Tasso Jereissati disse que a reforma termina nesta terça, nem que seja durante a madrugada. Tasso também indicou que a PEC paralela começa a ser lida nesta quarta.

Na economia, a Receita Federal anunciou que a arrecadação de setembro foi de R$ 113,9 bilhões com queda real no mês de 4,98% e contra igual período de 2018 com +0,06%. A menor arrecadação parece ser pontual e não tem tendência. No ano, a arrecadação atingiu R$ 1,13 trilhão, em expansão de 2,15%, e foi a maior desde 2014. As desonerações do ano chegam no ano a R$ 71,6 bilhões, com setembro em R$ 7,9 bilhões.

No mercado, os DIs tiveram dia de alta de juros para os principais vencimentos e o dólar terminou o dia em forte queda de 1,34% e cotado a R$ 4,07. Na Bovespa, na sessão de 18 de outubro, os investidores estrangeiros voltaram a sacar recursos de forma forte no montante de R$ 817,3 milhões, deixando o mês com outro negativo em R$ 11,5 bilhões e no ano de 2019 com saídas líquidas de R$ 32,3 bilhões.

No mercado acionário, dia da Bolsa de Londres em alta de 0,68%, Paris com +0,17% e Frankfurt com +0,05%. Madri em leve queda de 0,24% e Milão com alta de 0,04%. No mercado americano, dia de Dow Jones com -0,14% e Nasdaq com -0,72%, por conta do adiamento do Brexit. Na Bovespa, encerramento em alta de 1,28% e índice em 107.381 pontos, destaque para as ações da Petrobras com +2,88% e Itaú com 3,10%.

Na agenda desta quarta, nenhum dado com capacidade de mexer com os preços dos ativos de forma forte. Aqui, teremos o IPC-S da terceira quadrissemana de outubro e o fluxo cambial semanal. Nos EUA, os estoques de petróleo da semana anterior, além da safra de balanços do terceiro trimestre nos EUA e expectativa com os de Vale e Petrobras.

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Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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