Modalmais - Fechamento 2.12: começando dezembro na contramão

Segunda foi dia de Bovespa na contramão dos principais mercados do mundo, abrindo dezembro com o pé direito.

Opinião do Analista / 11:59 - 3 de dez de 2019

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Esta segunda foi dia de Bovespa na contramão positiva dos principais mercados do mundo, inaugurando o mês de dezembro com o pé direito. Mesmo com o presidente americano Donald Trump dizendo logo cedo que iria tarifar produtos de aço e alumínio do Brasil e da Argentina por conta de terem desvalorizado suas moedas. A visão de Trump é absolutamente caolha dos problemas atravessados pelos dois países, onde não existe desvalorização competitiva da moeda.

É bem verdade que os principais mercados do mundo começaram o dia no campo positivo, mas a leitura da decisão de Trump foi de manter acirrada as disputas comerciais, prejudicando também as negociações da primeira fase do acordo com a China. Já a China impôs restrições para militares americanos e ONGs que atuam em Hong Kong, em represália à sanção de Trump de lei sobre direitos humanos contra Hong Kong.

Ainda nos EUA, tivemos o anúncio do ISM da atividade industrial de novembro em queda para 48,1 pontos e os investimentos em construção de outubro com queda de 0,8%, quando o previsto era +0,5%. Já o PMI industrial global, subiu para 50,3 pontos, mostrando expansão e permitindo dizer que a situação começa a melhorar. O secretário de comércio americano Ross, declarou que Trump elevará as tarifas contra a China se até 15/12 não houver acordo comercial. Acrescentou que a China é o principal problema dos EUA atualmente.

A nova presidente do BCE (ex-FMI), Christine Lagarde, disse que a Zona do Euro segue com baixo crescimento devido a fatores globais e a economia global segue lenta e com muitas incertezas. Segundo ela, a meta de inflação será atingida o mais rápido possível (ainda está bem longe), e que o BCE possui ferramentas para se, a atividade não melhorar, as estratégias de política serão revistas em futuro próximo.

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 1,38%, com o barril cotado em Nova Iorque em US$ 55,93. O euro era transacionado em alta para 1,108 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em boa alta para 1,82%. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas com comportamento de queda na Bolsa de Chicago. O minério de ferro na China é que teve dia de alta de 1,13, com a tonelada em US$ 88,45.

No segmento doméstico, a pesquisa Focus veio com poucas alterações, com a inflação subindo para 3,52% (de 3,46%), PIB de 2019 e Selic estabilizados em respectivamente 0,99% e 4,50%. O dólar também estável no final do ano em R$ 4,10, o mesmo acontecendo com a produção industrial em queda de 0,70%. O saldo da balança comercial é que voltou a encolher para US$ 43,5 bilhões (anterior em US$ 44,6 bilhões. Já que estamos falando de balança comercial, o superávit de novembro foi de US$ 3,43 bilhões, depois de o governo consertar os erros que vinha mostrando, e deve alterar também os meses de outubro e setembro sem explicar convenientemente o que efetivamente aconteceu.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou que a produção de óleo no pré-sal cresceu em outubro (4,6%), e contra igual período de 2018 +30,1%. No mercado, os DIs tiveram dia de juros em alta para os principais vencimentos e o dólar com queda de 0,68%, cotado a R$ 4,212.

No mercado acionário, dia de queda da Bolsa de Londres de 0,82%, Paris com -2,01% e Frankfurt com -2,05%. Madri e Milão com quedas de respectivamente 2,06% e 2,28%. No mercado americano, dia de Dow Jones com -0,95% e Nasdaq com -1,12%. Na Bovespa, alta de 0,64% e índice em 108.927 pontos (na máxima atingiu 109.278 pontos).

Na agenda desta terça, teremos o anúncio do PIB referente ao terceiro trimestre pelo IBGE e sem indicadores importantes nos EUA.

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Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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