Modalmais - Fechamento 18.10: sem vontade de realizar

Na agenda desta sexta, teremos segunda prévia do IGP-M de outubro; nos EUA, indicadores antecedentes de setembro pelo Conference Board.

Opinião do Analista / 11:19 - 18 de out de 2019

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Depois de iniciar o pregão desta quinta, cravando a sétima sessão seguida de alta, a Bovespa passou a realizar lucros recentes, mas a aparentemente sem grande vontade de ampliar oferta de títulos. Ao contrário na máxima do dia, o índice esbarrou na casa dos 106 mil pontos, atingindo 105.891 pontos. Isso mesmo com os mercados da Europa invertendo tendência de alta do início da manhã, para fechar em queda. Já o mercado americano, operou durante o dia com alta tímida.

Logo cedo, tivemos a notícia de que o Reino Unido e a União Europeia tinham fechado um acordo durante a madrugada, com declarações positivas de Boris Johnson (primeiro-ministro britânico) e Jean Claude Juncker da União Europeia. Da parte da união Europeia, foi aprovado pelos 27 países, mas as dificuldades estão no parlamento britânico com membros do DUP dizendo que votarão contra. Mas é certo que houve um certo alívio na comunidade financeira internacional, a partir da constatação que qualquer acordo é melhor que nenhum acordo. A nova solução sobre fronteira irlandesa permitirá não ter tarifas, e com o Brexit se evitou o caos na Europa.

Nos EUA, os indicadores de conjuntura anunciados não vieram positivos. Os pedidos de auxílio-desemprego cresceram 4 mil posições para 214 mil, bem perto do previsto de 215 mil. A construção de novas residências de setembro observou encolhimento de 9,4% e novas permissões caíram 2,7%. Já a produção industrial de setembro, encolheu 0,4%. O índice de atividade industrial da Filadélfia caiu para 5,6 pontos em outubro, da previsão de ficar em 6,4 pontos.

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava alta de 1.26%, com o barril cotado a US$ 54,03, mesmo considerando que os estoques de petróleo dos EUA cresceram na semana passada 9,2 milhões de barris. O euro era transacionado em alta de 0,49%, cotado em US$ 1,113, com recuo do dólar no segmento internacional. Os notes americanos de 10 nos com taxa de juros de 1,75%, em alta. O ouro e a prata com altas na Comex. Commodities agrícolas com certo viés de queda. O minério de ferro transacionado na China registrou queda de 0,91, com a tonelada em US$ 87,06.

No cenário local, o Delegado Waldir foi mantido na liderança do partido, enquanto Joice Hasselmann foi substituída na liderança do Congresso por Eduardo Gomes do MDB-TO. Os investidores seguem de olho na decisão que pode sair do STF sobre prisão em segunda instância, mas também tivemos muitos ruídos sobre reformas que estão para acontecer, principalmente a tributária e a administrativa. O secretário do Tesouro,

Mansueto de Almeida, acha a tributária difícil de sair, mas faz fé na administrativa, diz não haver unidade para a tributária, que a dívida pública atinge 80% do PIB e que em países de renda média esse percentual cai para 50%. Acrescentou que é o sexto ano de déficit fiscal e que isso nunca aconteceu desde a redemocratização.

Já Rodrigo Maia diz que vai organizar a PEC da regra de ouro, reformas administrativa e tributária. O Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) mostrou a criação de 157.213 vagas em setembro e no ano ascende a 761.776.

No mercado local, dia de DIs com comportamento de queda para os juros e o dólar fechando com +0,38% e cotado a R$ 4,16. Na Bovespa, na sessão de 15 de outubro, os investidores estrangeiros sacaram recursos da ordem de R$ 166,4 milhões, deixando o saldo negativo de outubro com R$ 10,3 bilhões e o ano de 2019 com saídas líquidas de R$ 31,1 bilhões.

No mercado acionário, a Bolsa de Londres fechou com alta de 0,41%, Paris com queda de 0,42% e Frankfurt com -0,12%. Madri mostrou contração de 0,31% e Milão com leve alta de 0,09%. No mercado americano, dia de Dow Jones com +0,09% e Nasdaq com +0,40%. Na Bovespa, queda de 0,39% e índice em 105.015 pontos.

Na agenda desta sexta, teremos a segunda prévia do IGP-M de outubro. Nos EUA, teremos o índice de indicadores antecedentes de setembro pelo Conference Board e discursos de dirigentes do Fed.

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Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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