Modalmais - Fechamento 18.06: investidores aguardam definições

Dia foi de comportamento misto dos mercados de risco no mundo, mas mantendo viés de alta.

Opinião do Analista / 10:38 - 18 de jun de 2019

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O dia foi de comportamento misto dos mercados de risco no mundo, mas mantendo viés de alta. A agenda pesada durante a curta semana do feriado de Corpus Christi (com sexta-feira enforcada) limitou a atuação dos investidores. No Brasil, repercutirmos declarações de Rodrigo Maia contra o ministro Paulo Guedes e a demissão do presidente do BNDES, Joaquim Levy. Tivemos ainda o vencimento do mercado de opções para o prazo junho, com volume de exercício de R$ 6,9 bilhões, fortemente concentrado em títulos de Petrobras e Vale.

No exterior, durante a semana, teremos decisões de política monetária pelo FED, BoJ (BC japonês) e BOE (BC inglês); além do próprio Copom versando sobre o mesmo tema. Começou o Fórum Anual do BCE (BC europeu), mas na abertura dos trabalhos, o presidente Mario Draghi não falou sobre política monetária.

No cenário externo, Israel pediu que a comunidade internacional sancione o Irã por conta da quebra do acordo nuclear. Macron da França lamentou anúncio do Irã que estará enriquecendo urânio acima do acordado. Nos EUA, o índice de atividade de Nova Iorque de junho caiu para -8,6 pontos, quando o previsto era +10,5 pontos, no maior recuo mensal registrado. O índice de confiança dos construtores retroagiu para 64 pontos em junho, de projeção de 67 pontos. O movimento reforça quadro de desaceleração da economia, mas ainda sem sintomas mais fortes.

A empresa Huawei, gigante de tecnologia da China, prevê queda bilionária de receita com as restrições impostas pelos EUA. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,58%, com o barril cotado a US$ 51,68. O euro era transacionado em leve alta para US$ 1,122 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,084%. O ouro em queda e a prata em alta nas negociações da Comex e commodities agrícolas majoritariamente com altas na Bolsa de Chicago.

No cenário político local, o presidente da Câmara demonstrou insatisfação com Paulo Guedes na defesa do presidente do BNDES. Disse ser "uma covardia sem precedentes". O agora ex-presidente deve ser convocado a comparecer ao Congresso, na CPI do BNDES. Rodrigo Maia tem chamado para si a reforma da Previdência como sendo um projeto do Legislativo, e disse que em seguida dará curso a reforma tributária.

Na economia, a pesquisa semanal Focus veio mostrando inflação em queda para 2019, agora em 3,84% e taxa Selic de final de ano despencando para 5,75%, com algumas casas já falando em até 5,25%. O PIB previsto para o ano é que caiu pela 17ª semana seguida para 0,93%, havendo quem projete já 0,70%. O saldo da balança comercial na segunda semana de junho mostrou superávit de US$ 1,22 bilhão, acumulando no mês US$ 2,34 bilhões e o ano com superávit de US$ 24,45 bilhões, de estimativa para o ano de US$ 50,50 bilhões.

No mercado, dia de DIs em alta para os principais vencimentos e dólar encerrando com alta de 0,01% e cotado a R$ 3,90. Na Bovespa, na sessão de 13 de junho, os investidores estrangeiros voltaram a retirar recursos no montante de R$ 165,6 milhões, deixando o saldo de junho negativo em R$ 1,07 bilhão e o ano com saídas líquidas de R$ 4,73 bilhões.

No mercado acionário, dia de alta de 0,07% para a Bolsa de Londres, Paris com +0,43% e Frankfurt com queda de 0,09%. Madri em queda mais forte de 1,30% e Milão com +0,07%. No mercado americano, o Dow Jones com +0,08% e Nasdaq com +0,62%. Na Bovespa, dia de -0,43% com o índice em 97.623 pontos. Petrobras e Itaú com melhores performances.

Na agenda desta terça, a FGV anuncia a segunda prévia do IGP-M de junho, na Zona do Euro a inflação pelo CPI (Consumidor) de maio e o índice Zew de expectativas econômicas. Nos EUA, a construção de novas residências de maio e permissões.

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Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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