Modalmais - Fechamento 17.07: dia negativo

Quarta-feira foi negativa para os principais mercados acionários do mundo, começando pela Ásia, passando pela Europa e terminando nos EUA.

Opinião do Analista / 11:10 - 18 de jul de 2019

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O dia foi negativo para os principais mercados acionários do mundo, começando pela Ásia durante a madrugada, passando pela Europa com encerramento no início da tarde e terminando no mercado americano; mas nada mundo drástico em termos de queda.

Aqui lutamos bravamente durante todo o dia, com alta diminuta.

Logo cedo tivemos boas indicações com declarações do BOJ (o Banco Central japonês) e o europeu (BCE) sobre flexibilização da política monetária para sustentar economias. Tal postura foi endossada por Esther George, do Fed de Kansas, dizendo que a economia americana estava em bom lugar, mas também estava preparada para ajustar visões sobre política monetária, caso necessário.

Mais para o final da tarde saíram dados do Livro Bege americano, uma síntese de dados da economia, diagnosticando atividade em ritmo modesto, mas com vendas no varejo crescendo na maioria dos distritos e a perspectiva favorável para os próximos meses, O s dados sinalizam mercado de trabalho apertado e preços dos insumos em alta, além de relatos de aumento de salários. O mercado americano, então, aprofundou perdas.

O Departamento de Energia dos EUA anotou queda de 3,56 milhões de barris de petróleo em estoque na semana passada, com queda de utilização das instalações para 94,4%. Já a presidente da Câmara dos EUA disse que governo e Congresso americano devem ter acordo até sexta-feira sobre teto de gastos. E Donald Trump achou boa a intermediação de senador americano com o Irã, para aliviar tensões.

O FMI disse que a tensão comercial acelerou saída de empresas da China, e que por conta das tarifas estabelecidas no comércio internacional, o PIB global de 2020 pode encolher 0,50%. No mercado internacional o petróleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava queda de 1,58%, com o barril cotado a US$ 56,71. O euro era transacionado em leve alta para 1,122 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,06%, em boa contração. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas majoritariamente em queda na Bolsa de Chicago.

Aqui, Bolsonaro em reunião do Mercosul deu força para reeleição de Macri na Argentina, dizendo que ninguém quer ver repetida a situação da Venezuela. Disse também que os membros do Mercosul darão continuidade a acordos com outros países. Sobre seu filho disse que o governo americano já teria sido comunicado sobre a intenção de torna-lo embaixador em Washington, mas depende ainda do Senado brasileiro. Seria bom que Bolsonaro deixasse isso para depois da aprovação da reforma da Previdência, para não criar mais ruídos no Parlamento local.

O BC anunciou que o fluxo cambial até 12/07 foi negativo em US$ 1,23 bilhão e com isso no ano o fluxo está negativo em US$ 6,35 bilhões. Até essa data os ganhos em operações de swap cambial estavam e R$ 5,77 bilhões. Já a Fiesp divulgou que a indústria paulista fechou 13 mil postos em junho, mas o semestre está positivo em 2500 postos.

No mercado dia de DIs com comportamento de alta nos principais vencimentos e dólar encerrando com -0,28% e cotado a R$ 3,76. Na Bovespa, na sessão de 15/07, os investidores estrangeiros voltaram a sacar recursos no montante de R$ 102,7 milhões, deixando o saldo negativo de julho em R$ 947,4 milhões e o ano com saídas líquidas de R$ 4,85 bilhões.

No mercado acionário, dia de queda em Londres de 0,55%, Paris com -0,76% e Frankfurt com -0,72%. Madri e Milão com perdas de respectivamente 1,01% e 0,56%. No mercado americano, o Dow Jones com -0,42%e Nasdaq com -0,46%. Na Bovespa dia de alta de 0,08% e índice em 103.855 pontos.

Na agenda desta quinta teremos a segunda prévia do IGP-M de julho (previsão de 0,41%), e nos EUA o índice de atividade industrial de Filadélfia, os pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior Discursos do Fed de Nova Iorque e Atlanta (Williams e Bostic) e o índice de indicadores antecedentes do Conference Board.

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Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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