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Modalmais: fechamento 15.03 - Novas votações sobre o Brexit

Mercados passaram boa parte do dia esperando por definições, mas os principais da Europa encerraram em alta.

Opinião do Analista / 15 Março 2019 - 10:52

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O dia foi novamente de expectativa com relação ao Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. Os mercados passaram boa parte do dia esperando por definições, mas os principais mercados da Europa encerraram o dia em alta, confiantes de um desfecho melhor do que o intuído (pelo menos até o momento). As Bolsas americanas passaram todo o dia alternando entre o positivo e negativo. No Brasil, mercados em clima de realização de lucros recentes e ajustes de posições já para o vencimento de opções da próxima segunda-feira, dia 18 de março.

No cenário externo, o Brexit dominou a preocupação dos investidores. O parlamento britânico rejeitou emenda para segunda consulta popular sobre o Brexit e mudança de formato. Acabou aprovando pedir adiamento de data do Brexit, pelo menos até 30 de junho. Até vão buscar uma solução que deve ser encontrada, pois Brexit sem acordo não interessa a ninguém, muito menos Reino Unido e União Europeia.

Nos EUA, tivemos a divulgação dos preços dos importados no mês de fevereiro em evolução de 0,6%, quando o previsto era +0,4%. Os pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior tiveram expansão de 6 mil posições para 229 mil e as vendas de imóveis novos de janeiro encolheram 6,9%. O secretário do Tesouro, Mnuchin, espera ter finalizar acordo comercial com a China nas próximas semanas. O presidente Trump quer logo o fim das discussões do Brexit para poder negociar com as duas partes. Porém, acrescentou que a União Europeia está jogando muito duro e pode ter que sobretaxar produtos. O foco maior é na indústria automotiva.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgou que a produção do grupo encolheu 221 mil barris dia em fevereiro em boa parte por conta da Venezuela, mas com a Rússia encolhendo 40 mil barris dia. Apesar disso, a Opep estima demanda maior de 2019 em 1,2 milhão de barris dia e o estoque da OCDE cresceu 22 milhões de barris em janeiro. Na Alemanha, o Instituto IFO reduziu suas projeções de crescimento em 2019 de 1,1% para somente 0,6%. A China acionou bloqueio para as siderúrgicas por problemas de poluição e, com isso, ajudou na alta das ações do setor no Brasil, mesmo com CSN já tendo subido no ano mais de 75%.

No mercado, o petróleo WTI negociado em Nov Iorque mostrava alta de 0,53%, com o barril cotado a US$ 58,57. O euro era transacionado em queda para 1,13 e notes americanos de dez anos com taxa de juros em alta para 2,63%. O ouro e a prata negociados em quedas na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na Bolsa de Chicago.

No segmento local, o IBGE anunciou as vendas no varejo de janeiro em expansão de 0,4% e alta em 12 meses de 2,2%. O varejo ampliado em 12 meses mostrou crescimento de 4,7%, muito em função da performance do setor automotivo. Apesar disso, as vendas no varejo ainda estão 6,6% abaixo do pico de outubro de 2014. Em janeiro, houve ainda queda de 6 de 15 locais considerados.

No mercado local, os DIs encerraram o dia com alta de juros para os principais vencimentos e o dólar registrava alta de 0,93% no encerramento e cotado a R$ 3,85. Na Bovespa, na sessão de 12 de março, os investidores estrangeiros voltaram a alocar recursos no montante de R$ 393,2 milhões, deixando o mês de março ainda negativo em R$ 32,2 milhões e o ano de 2019 com saídas líquidas de R$ 1,12 bilhão.

No mercado acionário, dia de alta das Bolsas europeias, com Londres valorizando 0,37%, Paris com +0,82% e Frankfurt com +0,13%. Madri e Milão com altas de respectivamente 0,19% e 0,62%. No mercado americano, o Dow Jones fechou com +0,04% e Nasdaq com -0,16%. Na Bovespa, queda de 0,30% e índice em 98.604 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos o IGP-10 de março e o volume de serviços prestados em janeiro. Na Zona do Euro, a inflação pelo CPI (Consumidor) de fevereiro. Nos EUA, o índice de atividade industrial de Nova Iorque de março, a produção industrial de fevereiro e a confiança do consumidor de Michigan de março; além do fluxo de capitais de janeiro.

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Alvaro Bandeira

Sócio e economista-chefe Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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