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Modalmais - fechamento 13.03: Bovespa crava novo recorde

Quarta começou com mercados da Ásia em boa queda durante a madrugada.

Opinião do Analista / 14 Março 2019 - 10:27

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O dia começou com os mercados da Ásia em boa queda durante a madrugada, que se transmitiu para uma Europa indecisa e índices futuros mistos no mercado americano. Porém, em nossos comentários da manhã aventávamos a hipótese de a Bovespa recuperar a pequena perda de ontem (12 de março). Na véspera, a Bolsa tinha conseguido absorver realizações de lucros recentes, terminando com pequena queda de 0,20%.

No âmbito externo, a grande preocupação era com a rejeição do plano Brexit de Theresa May e possíveis consequências. A primeira-ministra britânica alertou para o fato de que a União Europeia deixou claro que não haverá transição sem acordo sobre o Brexit e precisaria de bons motivos para adiar a saída. Quase concomitante o ministro das Finanças, Hammond, declarou que a economia do Reino Unido estava robusta apesar das incertezas, mas reduziu sua projeção de crescimento para 2019 de 1,6% para 1,2%.

Há a possibilidade de extensão do adiamento do Brexit, mas deve ser por curto período, já que teremos eleições na União Europeia. O provável seria alongar até maio. Nos EUA, Trump mandou que os aviões da Boeing 737 max 8 fiquem no chão, com as ações da empresa mostrando nova queda. Tivemos a divulgação dos investimentos em construções do mês de janeiro expandindo 1,3%, quando o esperado era +0,5%. Os estoques de petróleo dos EUA na semana anterior declinaram 3,8 milhões de barris e ajudou na alta da commodity e em Petrobras, no cenário local.

No mercado, o petróleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava alta de 2,64%, com o barril cotado a US$ 58,37. O euro era transacionado em alta para US$ 1,131 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em alta para 2,61%. O Ouro e a prata em altas na Comex e commodities agrícolas com viés de alta na Bolsa de Chicago.

O presidente Bolsonaro disse que a Previdência exige negociação política muito grande e o governo adotou parte da velha política de distribuição de emendas (não tem jeito tem que serem feitas) e cargos no segundo e terceiro escalões. O BC anunciou que o fluxo cambial de março até o dia 08 de março foi negativo em US$ 1,91 bilhão, com financeiro negativo de US$ 3,1 bilhões, mas acumula saldo positivo no ano de US$ 6,77 bilhões. Tivemos ainda a transmissão de cargo no Banco Central com direito a discursos de Ilan Goldfajn e Roberto Campos Neto e defesa da autonomia.

O BC registrou perdas com operações de swap em março no montante de R$ 10,7 bilhões. No mercado, os DIs tiveram dia de queda de juros para os principais vencimentos e o dólar observou queda de 0,04% e encerrou cotado a R$ 3,81. Na Bovespa, na sessão de 11 de março, os investidores estrangeiros alocaram recursos no montante de R$ 968,1 milhões, reduzindo o saldo negativo do mês para R$ 416,5 milhões e fluxo de saída líquida em 2019 para R$ 1,51 bilhão.

No mercado acionário, a Bolsa de Londres fechou com valorização de 0,11%, Paris com +0,69% e Frankfurt com +0,42%. Madri e Milão com altas de respectivamente 0,36% e 0,57%. No mercado americano, o Dow Jones encerrou com alta de 0,58% e Nasdaq com +0,69%. Na Bovespa, dia de alta de 1,09%, fechando em 98.896 pontos e novo recorde histórico de pontuação em 99.267.

Na agenda desta quinta, o IBGE anuncia as vendas no varejo de janeiro e sai o relatório Prisma com previsões de indicadores. Nos EUA, as vendas no varejo de fevereiro, o índice de preços dos importados de fevereiro, pedidos de auxílio-desemprego e vendas de casas novas de janeiro.

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Alvaro Bandeira

Sócio e economista-chefe Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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