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Modalmais: abertura de 10.01 - Dia pode ser de realizações

Ontem, Bovespa voltou a bater recorde histórico; são sete pregões de alta dos últimos oito pregões ocorridos.

Opinião do Analista / 12:01 - 10 de Jan de 2019

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O dia pode ser de realizações de lucros recentes no segmento local. Ontem, a Bovespa voltou a bater recorde histórico de pontuação ao valorizar 1,72%, com índice em 93.613 pontos, 12 pontos abaixo do recorde intraday. Com isso são sete pregões de alta dos últimos oito pregões ocorridos. Mas os investidores seguem reticentes, aguardando mais informações sobre a atuação da equipe econômica de Bolsonaro.

No exterior, apesar do noticiário mais para positivo, ainda não foram anunciados termos do acordo e encontro entre China e EUA para definir pendencias comerciais. Aparentemente os subsídios para empresas estatais chinesas segue sendo o impasse maior. Também não há sinais de destravamento do governo americano, e Trump definiu como perda de tempo o encontro com os Democratas. Se essa questão da paralisação não for resolvida a viagem de Trump para Davos para abertura do Fórum Econômico Mundial em 22 de janeiro pode ser cancelada.

Hoje, mercados da Ásia em queda durante a madrugada, exceto a Bolsa de Hong Kong, com +0,22%. Na Europa, mercado com comportamento misto, mas as aberturas de hoje foram bem mais fracas. Os futuros do mercado americano também operam no negativo neste início de manhã. Aqui há espaço para realizações de lucros recentes, mas isso depende do fluxo de recursos canalizado especialmente de investidores estrangeiros que seguem retirando.

Durante a madrugada na China, a inflação medida pelo CPI (consumidor) de 2018 ficou em 2,1%, dentro do previsto e a dos preços no atacado (PPI) em 3,5%. A queda observada nesse indicador mostra desaceleração de demanda e da própria economia. Já no Reino Unido Theresa May quer votar os termos do Brexit acertados com a União Europeia no próximo dia 15/01, mas o parlamento britânico deseja a apresentação de um Plano B para a eventual saída sem acordo.

No mercado, o petróleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava queda de 0,31% (em recuperação), com o barril cotado a US$ 52,20. O euro era transacionado em queda para US$ 1,153 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,70%. O ouro e a prata tinham altas na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na Bolsa de Chicago.

No segmento local, o MP aguarda a presença de Flávio Bolsonaro para depor como convidado sobre as descobertas do Coaf de transações financeiras de seu assessor Fabrício Queiroz. Já a equipe econômica estuda o fundo de transição para o projeto de capitalização da Previdência. A Fipe anunciou que o IPC da primeira quadrissemana de janeiro foi de 0,06% (anterior em 0,09%) e a FGV divulgou a primeira prévia do IGP-M de janeiro em 0,03, contra anterior de -1,16%. Em 12 meses o IGP-M mostra alta de 6,77%.

No mercado, a expectativa é de Bovespa realizando um pouco, mas depende de fluxo e noticiário político, dólar recuperando perdas recentes e juros em alta. A agenda do dia é fraca tanto aqui quanto no exterior. Nos EUA teremos novo discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, e vários outros presidentes regionais e os pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior.

Bom dia e bons negócios.

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Alvaro Bandeira

Sócio e economista-chefe Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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