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Modalmais: abertura 31.01 - Repercutindo decisão do Fed

Mercados ganharam mais tração, depois que o Fed anunciou manutenção dos juros entre 2,2% e 2,50% e comunicado bem dovish.

Opinião do Analista / 31 Janeiro 2019 - 11:32

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A Vale teve mais um dia de recuperação e valorizou 9,03%, ajudando a Bovespa a fechar em alta de 1,42% e índice em 96.996 pontos. Mercados ganharam mais tração, depois que o Fed anunciou manutenção dos juros entre 2,2% e 2,50% e comunicado bem dovish (suave). A coletiva do presidente do Fed veio no mesmo tom suave, permitindo leitura que não deve haver alta de juros no primeiro semestre de 2019 e que podem não ajustar o balanço do Fed na intensidade que vinham fazendo. O dólar cedeu em relação as principais moedas.

Hoje mercados ainda repercutem Fed e dólar fraco, mas indicam foco nas negociações comerciais entre EUA e China, podendo divulgar algum comunicado conjunto. As Bolsas asiáticas tiveram madrugada de alta, exceto a Bolsa de Seul. Europa também operando em alta e afastada das máximas já registradas e futuros do mercado americano no campo positivo. No cenário local, ficamos na dependência de Vale e preços do petróleo, com a observação que os ADRs de Vale estavam em queda de 0,87%.

A safra de balanços do quarto trimestre positiva ajuda na recuperação do mercado. No encerramento do último dia 30 de janeiro, tivemos Facebook surpreendendo. Suas ações subiram 11% no pré-mercado americano. Hoje (31 de janeiro) saem balanços de GE, Mastercard e Amazon. Citamos ainda o bom resultado apresentado pela Shell. Todas as empresas que anunciaram resultados subiam.

Durante a madrugada, a China anunciou o PMI industrial de janeiro em alta para 49,5 pontos (anterior em 49,4 pontos), mas ainda mostrando contração já que ficou abaixo dos 50 pontos. Na Alemanha, surpresa negativa com as vendas no varejo encolhendo em dezembro 4,3%, quando o previsto era queda de 0,6%. Os indicadores seguem fracos.

Na Espanha, o PIB do quarto trimestre mostrou expansão de 0,7% e em 2018 cresceu 3,5%. Na Zona do Euro, o PIB do quarto trimestre subiu 0,2% e no ano de 2018 com expansão de 1,8%. Na Itália, o PIB do último trimestre mostrou encolhimento de 0,2% e a situação política segue complicada. Na Venezuela, mais protestos contra Maduro e apoio aberto pelos EUA. No Chile, o Banco Central optou por elevar juros de 2,75% para 3,00%.

No mercado, o petróleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava queda de 0,26%, com o barril cotado a US$ 54,09. O euro era transacionado em leve queda para US$ 1,147 e notes americanos de dez anos com taxa de juros de 2,66%. O ouro e a prata tinham altas na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na Bolsa de Chicago.

A Petrobras anunciou que conseguiu vender a refinaria de Pasadena, aquela da corrupção, para a Chevron por US$ 562 milhões, depois de ter pago US$ 1,2 bilhão. O Bradesco mostrou resultado positivo de R$ 5,8 bilhões no quarto trimestre e lucro em 2018 de R$ 21,5 bilhões. A FGV divulgou que a confiança empresarial subiu 1,9 ponto em janeiro para 98,0 pontos.

Do lado político, o secretário de Previdência mostrou para governadores dados da reforma da Previdência, recebendo adesão imediata de João Dória de São Paulo. Falou ainda que os militares estarão incluídos, mas Bolsonaro baterá o martelo sobre o tema.

No mercado, a previsão é de dólar ainda fraco e juros em queda. A Bovespa vai ficar na dependência de Vale e preço do petróleo. Além de resultados de empresas e reunião EUA/China.

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Alvaro Bandeira

Sócio e economista-chefe Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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