Modalmais - Abertura 24.10: dia pode ser de nova alta

Dia pode ser de nova alta com recorde de pontos para o Ibovespa; se acontecer, será o quarto pregão consecutivo.

Opinião do Analista / 12:25 - 24 de out de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O dia pode ser de nova alta com recorde de pontos para o Ibovespa, e, se isso acontecer, será o quarto pregão consecutivo. Ontem, tivemos alta modesta de 0,15% e índice fechando em 107.543 pontos, com máxima rondando o patamar de 108 mil pontos. Os principais mercados acionários do mundo, também trabalharam com altas modestas na sessão de ontem.

Aqui, predominou o noticiário sobre a aprovação da reforma da Previdência no Senado, que podemos intuir como o início do processo de ajuste e correção de rumo que a economia terá obrigatoriamente que passar. Além disso, preocupação com o julgamento pelo STF da prisão em segunda instância que mobiliza boa parte da sociedade e das redes sociais por trazer alguns riscos à manutenção da Operação Lava Jato. No exterior, o Brexit, suas complicações e a safra de balanços do terceiro trimestre.

Hoje, mercados da Ásia com comportamento de alta, exceto Xangai com 0,02%, Europa com bom desempenho nesse início de manhã ainda reverberando possibilidade de adiamento do Brexit e safra de balanços, além da decisão do Banco Central Europeu (BCE). Futuros do mercado americano também com comportamento positivo.

O dia também é de divulgação de indicadores PMI da atividade industrial, serviços e composto para o mês de outubro. No Japão, o PMI composto observou queda para 49,8 pontos aprofundando a contração das atividades e o industrial em queda para 48,5 pontos, de anterior em 48,9 pontos. Na Alemanha, o PMI industrial subiu para 41,9 pontos, serviços surpreendeu com queda para 51,2 pontos e o composto em leve alta para 48,6 pontos. Na Zona do Euro, o índice composto subiu para 50,2 pontos e o industrial ficou estável em 45,7 pontos.

Dia também de anúncios de queda nos juros. Na Indonésia, redução para 5,0% (-0,25%), Chile também reduziu 0,25%, para 1,75% e a Turquia baixou para 14,0%, vindo de 16,5%. Na Coreia do Sul, o PIB do terceiro trimestre mostrou expansão contra igual período de 2018 de 0,4%, quando o esperado era +0,6%. No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 0,55%, com o barril cotado a US$ 55,66. O euro era transacionado em leve queda para US$ 1,113 e notes americanos de 10 anos com juros em queda para 1,759%. O ouro e a prata mostravam quedas na Comex e commodities agrícolas com viés de alta na Bolsa de Chicago.

No cenário doméstico, o presidente Bolsonaro inicia visita à China e diz que está num país capitalista. O STF suspendeu o julgamento sobre prisão em segunda instância com placar em 3X1 para possibilidade de prisão e deve retomar hoje. Caso não complete julgamento, o tema só deve ser retomado em novembro (senso de urgência complicado).

O presidente do Senado em exercício Alcolumbre, diz não ter dúvida que a PEC paralela será aprovada, trazendo Estados e Municípios para dentro da reforma da Previdência. Já Rodrigo Maia, em viagem ao exterior, declarou que a reforma do Estado e a segurança jurídica são dois eixos importantes. Agora o governo e legislativo, têm que perseguir as outras reformas estruturantes para dar sequência na correção de rumo.

A FGV divulgou a confiança do consumidor de outubro, que encolheu 0,3 pontos para 89,4 pontos. A agenda do dia está cheia e com capacidade de modificar o comportamento dos mercados. Expectativa é de Bovespa em alta, dólar ainda fraco e juros em queda.

.

Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor