Modalmais - Abertura 22.10: recorde histórico de pontuação

Bovespa atingiu ontem novo recorde de pontuação de fechamento, a 106.022 pontos.

Opinião do Analista / 12:11 - 22 de out de 2019

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Como vínhamos adiantando há algum tempo, ontem, a Bovespa atingiu novo recorde de pontuação de fechamento, a 106.022 pontos - quatro pontos abaixo da máxima do dia. Esse, porém, ainda não é o recorde de pontos já obtido em julho, de 106.650. A alta foi de 1,24%, em um dia de vencimento de opções para o prazo de outubro, com exercícios de R$ 6 bilhões, o que sempre provoca algum ajuste de posição no final do dia.

Hoje, novamente os mercados da Ásia encerram com valorizações - destaque para Coreia com 1,16% -; a Europa quer virar para positiva, e futuros do mercado americano estão ainda próximos da estabilidade. No Brasil, a Bovespa pode ter mais um dia de alta e ganhar novo recorde.

No cenário internacional, ainda residem boas expectativas com relação ao acordo entre EUA e China e também para o Brexit. Mas os conflitos pesados no Chile e na Bolívia (esta última com a possibilidade de reeleição do presidente Evo Morales), além da Turquia, dificultam em parte o cenário.

O secretário norte-americano Mike Pompeo disse que Trump está preparado para uma ação militar na Turquia. O Chile segue em grave crise, mesmo com o governo recuando da elevação de tarifas. Já a União Europeia deve decidir nos próximos dias sobre novo adiamento do Brexit, enquanto o Reino Unido deve votar hoje o acordo formatado pelo primeiro-ministro britânico Boris Johnson e a União Europeia.

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em Nova Iorque mostra alta de 0,51%, com o barril cotado a US$ 53,58. O euro é transacionado em leve queda para US$ 1,114 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,78%, em queda. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na Bolsa de Chicago.

Por aqui, a agenda positiva ajuda. A reforma da Previdência pode encerrar segundo turno no Senado entre hoje e amanhã, seguida tanto das reformas administrativa e tributária, como da PEC emergencial para controlar os gastos públicos.

A liberação antecipada de recursos do FGTS e o 13º salário do Bolsa Família vão trazer um Natal mais atrativo para os brasileiros e melhorar o carry over (carregamento) do início de 2020 para o PIB.

Em visita ao Japão, o presidente Bolsonaro disse que estrategicamente é melhor que seu filho fique na liderança do PSL na Câmara do que ir para embaixada em Washington, e chegou a citar nomes que poderiam ocupar a embaixada. Bolsonaro negocia acordos comerciais com o Japão e depois com a China, além de incrementar o comércio com a Ucrânia. Veremos como seguem as discussões dentro do PSL, que parecem não mexer com a pauta do Congresso.

Na economia, a FGV anunciou a confiança da indústria em outubro em queda de 1,2 ponto em outubro, no patamar de 94,4 pontos, com taxa de utilização da capacidade instalada de 75,5%. A safra de balanços está saindo positiva no exterior e impulsiona as ações. Hoje, já tivemos Procter & Gamble e UBS com as ações em alta no pré-mercado. Isso pode acontecer também por aqui na quinta-feira com Vale e Petrobras.

A agenda do dia é fraca tanto aqui como no exterior e não deve mudar muito o mercado. Teremos o IPCA-15 próximo da estabilidade e vendas de casas usadas de setembro nos EUA. Expectativa de Bovespa mantendo alta e fazendo novos recordes, dólar ainda forte e juros em queda.

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Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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