Modalmais - Abertura 21.10: fim de semana de protestos

Expectativa é de que Bovespa possa se recuperar de duas quedas anteriores, com dólar começando a se fortalecer no exterior e juros em queda.

Opinião do Analista / 10:45 - 21 de out de 2019

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O final de semana foi marcado por protestos em diferentes países por diversos motivos. No Reino Unido, manifestantes se reuniram contra o Brexit; Hong Kong também teve manifestantes ruas; na Espanha, a prefeita de Barcelona pediu o fim de violências na Catalunha; no Chile, o presidente Piñera declarou estado de emergência por tumultos em Santiago (aumento do preço do transporte); na Bolívia, Evo deve se submeter ao segundo turno; e os Curdos dizem que a Turquia violou o cessar-fogo na Síria.

Mesmo diante de tudo isso, mercados começando a semana com comportamento positivo. Na Ásia, mercados encerraram a segunda-feira com leve comportamento de alta (destaque para Tóquio com +0,25%), Europa iniciando o dia com altas e futuros dos EUA também no campo positivo. Aqui, não deveríamos perder faixa próxima do encerramento da semana anterior em 104.728 pontos, sob pena de os mercados realizarem mais, depois dos dois últimos pregões de queda.

Os investidores começam o dia de olho no Brexit. No final de semana, o Parlamento britânico aprovou emenda que adia a votação. Boris Johnson teve que enviar carta para a União Europeia pedindo adiamento (sem assinatura), e logo em seguida enviou outra correspondência (assinada) dizendo ser contra ao adiamento. Boris Johnson pode pedir para colocar em votação hoje, mas presidente pode rejeitar.

A União Europeia também conversa hoje com seus membros e diz que o Reino Unido deve informar rapidamente os próximos passos. A ideia inicial é adiar até fevereiro de 2020. Porém, o Partido Trabalhista apoia um novo plebiscito sobre o Brexit.

O FMI diz que os países com folga fiscal devem usar isso para ajudar na política monetária e estimular a economia. Já líderes das finanças do G-20 esperam recuperação da economia em 2020. Na China, o preço médio das moradias anualizado para setembro mostrou alta de 8,6%, e na Alemanha a inflação no atacado (PPI) deve deflação anualizada para setembro de 0,1%.

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava queda de 0,71%, com o barril cotado a US$ 53,40. O euro era transacionado em leve queda para US$ 1,116 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,7783%. O ouro e a prata operavam em altas na Comex e commodities agrícolas com comportamento de alta na Bolsa de Chicago.

Aqui, membros do PSL ainda guerreiam e essa cisão no segundo maior partido não é boa para a aprovação de medidas no Parlamento local. Já o presidente Bolsonaro chegou ao Japão e tem encontro com o primeiro-ministro Shinzo Abe, e com o presidente da Ucrânia, e permanecerá fora do país por 11 dias.

Na agenda do dia, teremos dados da nova pesquisa semanal Focus que não deve conter grandes mudanças e também o saldo da balança comercial na semana anterior. Na semana, teremos início da safra de balanços do terceiro trimestre por aqui, começando na quinta-feira (24) com Petrobras e Vale, que devem vir bem (operacionalmente foi assim).

Nossa expectativa é de que a Bovespa possa se recuperar das duas quedas anteriores, com o dólar começando a se fortalecer no exterior e juros em queda.

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Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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