Modalmais - Abertura 18.07: aversão ao risco de volta

Mercado abre nesta quinta-feira com quedas e até com mais aceleração.

Opinião do Analista / 11:36 - 18 de jul de 2019

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Os investidores ampliaram a pressão vendedora nos principais mercados acionários do mundo no fechamento de ontem, dia 17 de julho. A Bovespa resistiu e fechou com leve alta de 0,08% e índice em 103.850 pontos. Hoje o mercado abre com quedas e até com mais aceleração.

Os mercados da Ásia fecharam com quedas expressivas (destaque para Tóquio com -1,97% e Xangai com -1,04%), Europa iniciando dia em queda forte, mas longe das mínimas do dia (agora), futuros do mercado americano do mesmo jeito, afastado das mínimas. A Bovespa não deveria perder o patamar de 102.400 pontos sob pena de acelerar.

O motivo principal segue sendo a desaceleração econômica global e relações mais azedas entre os EUA e a China sobre acordo comercial. A gigante de tecnologia Huawei continua no centro das discussões sobre a não saída da lista restritiva americana de comércio. A aversão ao risco volta aos mercados de risco.

Outros Bancos Centrais decidiram mexer em suas políticas monetárias. A Coreia do Sul reduziu juros básicos em 0,25% para 1,50% e a Indonésia cortou juros de sete dias de 6,0% para 5,25%. Na União Europeia, o dirigente Barnier disse que a região está preparada para enfrentar Brexit sem acordo e para discutir o problema de fronteira entre as Irlandas. Porém, sem negociar a minuta de acordo já firmada. O fato se choca com declarações da nova presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, com disposição para negociar.

No Japão o superávit da balança comercial de junho foi de 589,5 bilhões de ienes, maior que o previsto. No Reino Unido, as vendas no varejo cresceram 1,0% em junho, de previsão de queda de 0,6%. A agência de classificação de risco S&P espera que o Banco Central Europeu (BCE) faça novo pacote de estímulos em setembro. Trump em comício disse que vai ganhar as eleições americanas de maneira nunca vista (parece fácil mesmo).

No mercado o petróleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava alta de 0,76%, com o barril cotado a US$ 57,21. O euro tinha leve queda para US$ 1,121 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em alta para 2,06%. O ouro em queda e a prata em alta nas negociações na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na Bolsa de Chicago.

O ministro Paulo Guedes recalibrou a liberação de recursos do FGTS preservando a fatia do setor de construção. Com isso, a estimativa potencial de liberação passou a ser de R$ 30 bilhões. O governo vai comemorar os duzentos dias de atividade com a medida e outras atuações micro, enquanto aguarda votação da reforma da Previdência. O governo deve propor a criação do Imposto de Transações Financeiras (ITF). O ITF é uma CPMF travestida com alíquota de 0,60%, substituindo impostos federais. Na economia, a FGV anunciou a segunda prévia do IGP-M de julho com inflação desacelerando para 0,53% (de anterior em 0,75%), acumulando no ano inflação de 6,15% e em doze meses com 8,04%. Matérias primas brutas subiram 2,60%.

No dia a expectativa é de juros dos DIs em queda, dólar fraco e Bovespa realizando. Mas a agenda internacional pode mudar um pouco tudo.

Bom dia e bons negócios.

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Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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