Modalmais - Abertura 17.10: alívio para o estresse

Bovespa conseguiu emplacar o sexto pregão seguido de alta, enquanto mercado dos EUA encerrou no negativo.

Opinião do Analista / 11:26 - 17 de out de 2019

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Ontem, a Bovespa conseguiu emplacar o sexto pregão seguido de alta com +0,89% e índice em 105.422 pontos, enquanto mercado dos EUA encerrou em campo negativo. Apesar disso, o cenário externo está mais positivo principalmente em relação ao Brexit e acordo entre EUA e China. Aqui, muita expectativa sobre a votação em segundo turno da reforma da Previdência marcada para 22 de outubro e com o relator Tasso Jereissati indicando que não deve haver mudanças no texto.

Hoje, mercados da Ásia encerraram com comportamento misto, Europa trabalhando com boa alta neste início de manhã e futuros dos EUA também no campo positivo. Aqui, aparentemente, vamos buscar nos próximos dias o recorde histórico do Ibovespa obtido em julho, aos 106.650 pontos.

Mercados hoje assimilam notícia de que o Reino Unido e a União Europeia conseguiram um acordo sobre o Brexit, justo e equilibrado, necessitando aval do parlamento britânico e de líderes europeus. Ontem, o DUP da Irlanda (Partido Democrático Unionista), rejeitou proposta de Boris Johnson. Na União Europeia hoje, teremos reunião de cúpula que poderá decidir. De qualquer forma, é uma boa notícia, e os mercados começam a afastar um dos motivos de estresse.

Na China, os investimentos externos no país (IED) de setembro cresceram US$ 11,5 bilhões (+0,5%) e no ano fluxo positivo de US$ 100,8 bilhões (+2,9%). No Reino Unido, as vendas no varejo de setembro ficaram estáveis (previsão era de -0,3%) e a taxa anual em expansão de 3,1%. A safra de resultados referente ao terceiro trimestre também tem sido positiva em seu início, com ressalvas para Goldman Sachs e IBM.

No mercado internacional, dia de petróleo WTI negociado em Nova Iorque em leve queda de 0,15% e barril cotado a US$ 53,28. O euro mostra valorização sobre o dólar cotado a US$ 1,11 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,79%. O ouro em queda e a prata praticamente estável na Comex e commodities agrícolas com comportamento de alta na Bolsa de Chicago.

No segmento doméstico, em seminário dos fundos de pensão, a voz corrente era que com os juros muito baixos poderia haver destinação de cerca de R$ 100 bilhões para aquisições de ações. Assim, como os investidores, as fundações de seguridade terão que sair da zona de conforto rentista. O IPC da Fipe da segunda quadrissemana de outubro mostrou alta de 0,10%, de anterior em 0,02%.

Do lado político, 27 deputados do PSL assinaram requerimento que destitui o Delegado Waldir da liderança do partido e coloca no lugar, ainda que provisoriamente, Eduardo Bolsonaro. Mas também existe outra lista de assinaturas querendo manter o Delegado Waldir.

No mercado, a expectativa é de melhora da Bovespa, dólar e juros mais fracos. Porém, hoje é dia ainda tenso com votação da prisão em segunda instância no STF e encontro de Bolsonaro com o ministro Gilmar Mendes.

No exterior, também teremos a produção industrial de setembro nos EUA, a construção e novas permissões de residências nos EUA em setembro, o índice de atividade industrial da Filadélfia em outubro e pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior. Também teremos vários discursos de dirigentes do Fed.

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Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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