Modalmais - Abertura 16.09: quatro temas no radar dos investidores

Na última semana, Bovespa registrou alta pequena de 0,54% com o índice fechado em 103.501 pontos.

Opinião do Analista / 10:35 - 16 de set de 2019

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Quatro temas dominam as preocupações dos investidores na sessão de hoje e na última semana de 9 a 13 de setembro: 1) Ataque a refinarias da Aramco na Arábia Saudita; 2) Dados de conjuntura divulgado na China; 3) Encontro de Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, com Jean Claude Juncker, da União Europeia; e 4) Várias reuniões de Bancos Centrais importantes.

Lembramos que na última semana, a Bovespa registrou alta pequena de 0,54% com o índice fechado em 103.501 pontos. Mas vazou o patamar de 104 mil pontos algumas vezes com investidores estrangeiros voltando a alocar recursos na Bovespa. O Dow Jones teve alta na semana de 1,578% e Nasdaq com +0,90%.

A Arábia Saudita noticiou ataque a mais importante refinaria da Aramco, atingindo cerca de 5% da produção de óleo bruto. Ataque sem precedentes de quase metade da produção saudita. Os EUA disseram que não foi o Iêmen que atacou, mas que no mínimo o ataque partiu do Irã, que nega a ação. Os EUA disseram ainda que vão disponibilizar parte de seus estoques estratégicos de petróleo para minimizar impacto. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) diz que a Arábia Saudita tem amplos estoques de óleo para minimizar tensões no segmento de energia.

Durante a madrugada, a China divulgou dados de conjuntura do mês de agosto. A produção industrial encolheu para +4,4% anualizada, de previsão de 5,2%. As vendas no varejo cresceram 7,5%, mas a projeção era de +7,9%. Os investimentos em ativos fixos no período entre janeiro e agosto evoluíram 5,5% de previsão de +5,7%. Os dados frustraram expectativas dos investidores. Somente as vendas de moradias nos oito meses de 2019 expandiram 9,9%. O primeiro-ministro, Li Keqiang, disse que é difícil seguir crescendo 6% ao ano no PIB.

Boris Johnson tem encontro com a União Europeia e não deve pedir e nem aceitar adiamento de prazo para o Brexit. Prazo que teoricamente encerra em 31 de outubro. Teremos reuniões de importantes Bancos Centrais sobre política monetária, começando pelo Fed americano, passando pelo Copom e também pelo Banco Central japonês (BoJ) e pelo inglês (BOE). Certamente será uma semana tensa.

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em Nova Iorque e derivados subiam mais de 10,0%. O petróleo era cotado em US$ 60,35% com alta de 10,05%. O mesmo acontece com o tipo brent. O euro era transacionado em queda para US$ 1,103 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 1,83%. O ouro e a prata tinham altas na Comex e commodities agrícolas com viés de alta.

No cenário local, a nova pesquisa semanal Focus do BC mostra inflação novamente em queda para 2019 em 3,45% (anterior em 3,54%) PIB e Selic estabilizados em respectivamente 0,87% e 5%. Dólar em alta no final do ano para R$ 3,90 (anterior em R$ 3,87). O déficit em conta-corrente de 2019 projetado em US$ 22,60, em alta.

A FGV divulgou o IGP-10 de setembro com deflação de 0,29% (anterior em -0,47%), com inflação do ano em 3,62% e em 12 meses com 3,65%. No mercado local, os DIs começando o dia com queda de juros e o dólar sendo negociado em R$ 4,102 com alta de 0,39%. O índice futuro da Bovespa mostra queda de 0,22%, em dia mais complicado pelo vencimento de opções.

Bom dia e bons negócios.

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Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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