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Modalmais: Abertura 15.05 - Sem tendência consistente

Mercados tiveram terça de recuperação em todo o mundo, mas de forma tímida, diante de incertezas reinantes.

Opinião do Analista / 15 Maio 2019 - 11:28

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Os mercados tiveram dia de recuperação em todo o mundo no dia de ontem, 14 de maio, porém de forma tímida, diante das incertezas reinantes e das quedas mais recentes dos mercados de risco. Apesar disso, as apostas se concentraram na fala benigna de Donald Trump sobre negociações comerciais entre EUA e China, pelo menos dessa vez.

Hoje voltamos ao normal de mercados voláteis e sem tendência definida, com a Ásia ainda reverberando declaração de Trump. Além de Europa em queda e futuros do mercado americano com comportamento idêntico. No Brasil, devemos seguir a tendência do exterior, com algum baixo astral político por derrotas recentes do governo e contaminação de Rodrigo Maia por delação da Gol.

Durante a madrugada, tivemos a divulgação de dados de conjuntura na China referentes a abril e mostrando desaceleração. A produção industrial cresce anualizada 5,4% (previsão era 6,6%), as vendas no varejo mostraram expansão de 7,2% e os investimentos em ativos fixos urbanos com alta nos quatro primeiros meses de 2019 de 6,1%. Somente as vendas de imóveis tiveram bom comportamento crescendo 10,6% até abril.

Na Alemanha, o PIB do primeiro trimestre expandiu 0,4% e taxa anualizada de 0,7%. Em Portugal, o PIB do trimestre cresceu 0,5% e taxa anualizada de 1,8%. Na Zona do Euro, o PIB do trimestre com +0,4% e anualizado com +1,2%. No Reino Unido, Thereza May fala hoje dos riscos da extrema direita crescer no país. Quanto ao Brexit, a postura é de se preparar para o pior.

Os EUA convocaram países a fazerem ações contra Maduro na Venezuela. No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava queda de 1,08%, com o barril cotado a US$ 61,12. O euro era transacionado em leve queda para US$ 1,119 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em boa queda para 2,39%. O ouro e a prata tinham altas na Comex diante da aversão ao risco e commodities agrícolas na Bolsa de Chicago com viés positivo.

No Brasil, o porta-voz do governo Bolsonaro disse não haver data para anúncio do reajuste da tabela de Imposto de Renda feito por Bolsonaro. Paulo Guedes disse que o reajuste é fala do presidente e que ele está concentrado na reforma da Previdência. Mas lembrou que o reajuste representaria grande impacto na arrecadação, pouco compatível para o momento.

Paulo Guedes marcou presença na audiência da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional (CMO) fazendo boa exposição da situação crítica da economia (fundo do poço). Pediu apoio ainda do Congresso para aprovação de verba suplementar de R$ 248 bilhões, sem a qual a regra de ouro será violada e/ou o governo paralisado.

No mercado, expectativa é de Bovespa seguindo comportamento frágil externo (se bem que notamos alguma melhora sobre as aberturas), juros em queda e dólar ainda forte. Porém, investidores terão que reverberar a divulgação do IBC-Br de março (prévia do PIB) com -0,28% e no trimestre expandindo 0,23%. No comparativo dos meses de março, observamos contração de 2,52%, mostrando a fraqueza da recuperação. Nos EUA, teremos indicadores importantes sendo apresentados que podem mudar o comportamento dos mercados.

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Alvaro Bandeira

Sócio e economista-chefe Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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