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Modalmais: abertura 15.03 - Mercados em alta no mundo

Bolsas voltam ao positivo nos principais mercados acionários da Ásia, espelhando bom humor com o Brexit.

Opinião do Analista / 15 Março 2019 - 11:14

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Os mercados americanos passaram todo o dia entre positivos e negativos e a Bovespa sofreu com realizações de lucros de curto prazo não tão bem absorvidas e ajustes de posições para o vencimento de derivativos que ocorre na próxima segunda-feira, dia 18 de março.

Hoje mercados voltaram ao positivo nos principais mercados acionários da Ásia, espelhando bom humor com o Brexit e com encerramento possivelmente favorável dos acordos bilaterais entre EUA e China. O secretário do Tesouro dos EUA disse que o acordo pode sair em poucas semanas. No Brasil há possibilidade de recuperação depois da queda de 0,30% e índice em 98.604 pontos no fechamento do último dia 14 de março. Mas vai depender dos ajustes com relação ao vencimento de opções da próxima segunda-feira (18), descasado do mercado futuro.

Durante a madrugada, o BoJ (BC japonês) anunciou que manteve a política monetária estabilizada, o que significa taxa de depósito negativa em 0,10%. Juros dos JGBs de dez anos com taxa próxima de zero e compra de ativos de 80 trilhões de ienes por ano. O presidente Kuroda diz que as exportações e produção industrial foram afetadas pela desaceleração econômica global, mas a demanda doméstica seguiu firme.

Na China, os investimentos externos diretos no país cresceram US$ 9,8 bilhões em fevereiro com alta anualizada de 3,3%. E o primeiro ministro, Li Keqiang, disse que as empresas chinesas não fazem espionagem no exterior, em clara referência aos problemas da gigante Huawei com os EUA. Na Zona do Euro, a inflação medida pelos preços ao consumidor (CPI) de fevereiro foi de 0,3% no mês, e taxa anualizada de 1,5%, com o núcleo subindo anualizado 1,0%, bem inferior à meta do BCE.

Na Argentina, o governo anunciou leilões diários de US$ 60 milhões para tentar acalmar o mercado de câmbio. A Agência Internacional de Energia (AIE), anotou queda da produção de petróleo de 340 mil barris dia, sendo que na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) queda de 240 mil barris. Arábia Saudita reduziu 100 mil barris e a Venezuela outros mil. Para o Brasil, estimada oferta e demanda equilibrada. Projetada ainda a demanda aumentada em 1,4 milhão de barris dia em 2019.

No mercado externo, o petróleo mostrava quase estabilidade, com o barril WTI negociado em Nova Iorque cotado a US$ 58,62. O euro era transacionado a US$ 1,132, em leve alta e o note americano de 10 anos com taxa de juros de 2,63%. O ouro e a prata tinham altas na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na Bolsa de Chicago

No cenário local, o STF em votação com placar de 6x5 decidiu não separar crimes de corrupção e Caixa 2. E a justiça eleitoral processará julgamentos quando houver conexão entre os crimes. Com isso, vários já condenados poderão pedir anulação, inclusive o Lula. O ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, Guido Mantega e Palocci com mais sete pessoas foram denunciados por corrupção e formação de quadrilha.

Na economia, a FGV anunciou o IGP-10 de março com alta da inflação para 1,40% (anterior em 0,40%, acumulando inflação no trimestre de 1,54% e em 12 meses de 7,99%). Teremos o IBGE anunciando o volume de serviços prestados em janeiro. Nos EUA, indicadores com capacidade de alterar comportamento dos mercados de risco como produção industrial, atividade industrial de NY e fluxo de capitais; além da confiança do consumidor de Michigan. Expectativa de Bovespa em alta, juros em alta e dólar podem realizar um pouco.

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Alvaro Bandeira

Sócio e economista-chefe Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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