Modalmais: Abertura 14.05 - Mercados mostram recuperação parcial

Segunda foi dia de queda em todos o mundo, mostrando que investidores seguem buscando proteção para seus investimentos.

Opinião do Analista / 11:50 - 14 de mai de 2019

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Na última segunda-feira, dia 13 de maio, foi dia de forte queda em todos os mercados de risco do mundo. Mostrando que os investidores seguem buscando proteção para seus investimentos. O motivo: a tarifação americana de produtos da China em 25%, o anúncio da China de que vai retaliar já a partir de 1º de junho e Donald Trump ampliando sobretaxa até US$ 300 bilhões.

A Bovespa teve queda na última sessão de 2,69%, com índice em 91.726 pontos e acumula perdas em maio de 4,8%. Caso maio seja de queda, teremos o 10º ano seguido de perdas no mês. Hoje mercados da Ásia operaram em queda, exceto a Bolsa de Seul. Europa começando o dia em boa alta e futuros do mercado americano recuperando parte da forte queda de ontem, dia 13 de maio. Na Bovespa, certamente existe espaço para recuperação, ainda que a situação seja complicada.

Os investidores se agarram na fala de Donald Trump que espera negociações bem sucedidas e encontro com o presidente da China Xi Jinping na reunião do G-20. Hoje Trump declarou que pode fechar acordo "amanhã", mas nas últimas vezes os chineses quiseram renegociar. Ou seja, nada de certo até o momento.

Na China, o PBoC (BC chinês) injetou recursos de US$ 29 bilhões, em meio a crise e guerra comercial. Na Alemanha, a inflação pelo CPI (Consumidor) de abril ficou em 1,0% e taxa anualizada de 2,0%, conforme previsto. O índice Zew de expectativas econômicas mostrou queda para -2,1 pontos (previsão de 5,0 pontos) e expectativas atuais subiu para 8,2 pontos. Na zona do euro, a produção industrial de março encolheu 0,3% e taxa anualizada de -0,6%.

No Reino Unido, a taxa de desemprego do trimestre encerrado em março foi de 3,8%, a menor taxa desde 1974. Foi noticiado ainda ataque com drone no maior oleoduto da Arábia Saudita, que está paralisado. Com isso, o petróleo que estava em queda virou para alta, e agora operava com +0,97% e barril WTI em Nova Iorque cotado a US$ 61,63. O euro era transacionado em alta para US$ 1,124 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,41%. O ouro e a prata tinham quedas e commodities agrícolas em alta na Bolsa de Chicago.

No Brasil, a ata da última reunião do Copom veio repetindo o comunicado de atas anteriores. Membros questionaram se retiravam dos termos a cautela com a situação. Reformas seguem sendo fundamentais para manter a inflação baixa e queda dos juros estruturais. As incertezas permanecem sobre a economia e Copom deixou expresso que aguarda reformas e quadro internacional para mudar postura.

Do lado político, a situação segue fervendo. Em delação premiada de Henrique Constantino da Gol, Rodrigo Maia foi arrolado. Assim como Temer e seus companheiros de outros processos. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro quebrou o sigilo de Flávio Bolsonaro e Queiroz. Também quebrou o sigilo de mais oitenta pessoas que trabalharam em seu gabinete de deputado.

No mercado, a expectativa é de juros em queda e dólar podendo realizar, enquanto a Bovespa pode tentar recuperar. Principalmente com a inversão de tendência do petróleo mexendo positivamente com Petrobras. Porém, a volatilidade deve permanecer e ficamos na dependência das relações sino americanas.

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Alvaro Bandeira

Sócio e economista-chefe Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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