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Modalmais - Abertura 12.06: mercados em quedas

Nos EUA, mercados encerraram ontem em leve queda, praticamente estáveis.

Opinião do Analista / 12:07 - 12 de Jun de 2019

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A Bovespa teve dia positivo no fechamento de 11 de junho, com alta liderada pelas ações da Vale e siderúrgicas. Em função de forte valorização do minério na China. O Ibovespa fechou com valorização de 1,53%, em 98.960 pontos e mostra retorno de 12,6% no ano de 2019. Nos EUA, mercados encerraram em leve queda, praticamente estáveis.

Contribuiu para alta na Bovespa, a aprovação pela Comissão Mista do Orçamento (CMO) da verba suplementar de R$ 248,9 bilhões, mas com o governo tendo que negociar destinação específica de R$ 2,88 bilhões. A decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de autorizar a Petrobras vender oito refinarias, algo como 50% da capacidade de refino, também ajudou e as negociações com as ações foram suspensas por breve período, já que o Cade suspendeu processo de abuso de refino que poderia gerar forte multa para a companhia.

Hoje mercados novamente em queda no exterior, muito por conta de dificuldades de acordo entre os EUA e a China sobre comércio e propriedade intelectual. Aparentemente, a China foi flagrada burlando bloqueio contra a Coreia do Norte, mas Trump anunciou que recebeu carta agradável do ditador Kim Jon Un, o que pode amenizar impacto. Aliás, Trump disse abrir mercados para agricultores americanos e que o Japão vai comprar bem mais dos EUA. Pediu apoio ainda para acordo com o Canadá e México.

Na China, durante a madrugada, a inflação medida pelo CPI (Consumidor) do mês de maio anualizada foi de 2,7%, igual ao previsto e pelo PPI (Atacado) ficou em 0,6%. Novos empréstimos concedidos em maio cresceram 1,8 trilhão de yuanes e a base monetária expandiu anualizada 8,5%. O presidente da França, Macron, disse que apoiaria a candidatura de Angela Merkel para a Comissão Europeia, caso a primeira-ministra queira.

No mercado internacional, dia de petróleo WTI negociado em Nova Iorque em queda forte de 2,55% e barril cotado a US$ 51,91. O euro era transacionado em queda para US$ 1,132 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 2,12%. O ouro e a prata mostravam altas na Comex por conta da aversão ao risco e commodities agrícolas na bolsa de Chicago com comportamento misto.

No cenário local, sessão conjunta do Congresso aprovou por unanimidade a verba suplementar de R$ 248,9 bilhões que vai desafogar a atuação do governo. Lembramos que é diferente do shutdown americano, e mostra a dificuldade fiscal do governo. A Petrobras começa nova rodada de alienação de ativos em campos terrestres e empresas.

Bolsonaro declarou otimismo com a agenda econômica e atuação de Paulo Guedes, mas não comentou absolutamente nada sobre o encontro que teve com Moro. Marcelo Ramos estima que as discussões sobre a reforma da Previdência na comissão especial devem durar três sessões. Sérgio Moro deve comparecer ao congresso em 19 de junho para explicar vazamento de mensagens.

No mercado, o dia parece ser de Bovespa tentando manter patamar e recuperação, mas exterior inibe. Dólar ainda fraco e juros em queda. Na agenda, teremos as vendas no varejo e a inflação pelo CPI nos EUA. Olho nas ações de Petrobras em função das notícias.

Bom dia e bons negócios.

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Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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