Modalmais - Abertura 11.06: exterior repete alta

Vazamento de conversas entre Moro e Dallagnol pesou na Bovespa.

Opinião do Analista / 11:32 - 11 de jun de 2019

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No último fechamento de 10 de junho, a Bovespa andou na contramão de quase todos os mercados do mundo e fechou com queda de 0,36% e índice em 97.466 pontos. Pesou o vazamento de conversas entre o ministro Sérgio Moro e membros do Ministério Público, principalmente Deltan Dallagnol e ainda a possibilidade de o governo reeditar ampliação da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para 20%. Com isso, o setor bancário puxou quedas.

No exterior predominou o bom humor dos investidores com a suspensão pelos EUA de tarifação de 5% em produtos do México e adiamento de aplicação de tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em produtos da China. Hoje mercados da Ásia com fortes altas (Xangai +2,58%), Europa operando em boa alta nesse início de manhã e futuros do mercado americano também no campo positivo. No Brasil, se a situação política acalmar há chance de conseguir superar o patamar de 98.000 pontos e buscar o recorde histórico anterior acima de 100 mil pontos.

A Moody’s, uma das três principais agências de classificação de risco do mundo, projetou desaceleração do crescimento global em 2019 e 2020 para 2,8%. Mas a melhor notícia veio da China, com o governo apoiando emissão de bônus por governos regionais para gastos com infraestrutura. Com isso, relançar a economia no sentido da expansão. No Reino Unido, a taxa de desemprego do trimestre encerrado em abril se manteve estável em 3,8%, mas é a menor taxa desde 1974.

No mercado, dia de petróleo WTI em recuperação, com alta de 0,83%, e barril cotado em Nova Iorque em US$ 53,70. O euro era transacionado em alta para US$ 1,132 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em alta para 2,17%. O ouro em queda e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na Bolsa de Chicago.

No cenário local, o ministro Paulo Guedes disse não considerar coincidência o estouro de "bombinhas" toda hora para tentar barrar/atrasar a reforma da Previdência. Guedes mostra otimismo com a possibilidade de reindustrialização do Brasil que traria crescimento por 10/15 anos.

Na economia, a Fipe mostrou o IPC da primeira quadrissemana de junho com alta marginal para 0,01%, vindo de -0,02%. A FGV anunciou que a primeira prévia do IGP-M de junho foi de 0,73% (anterior em 0,58%), acumulando inflação em 2019 de 4,32% e em 12 meses com 6,44%. Matérias primas brutas registraram alta de 3,51%.

No mercado, a perspectiva é de Bovespa reagindo em alta, dólar mais fraco e juros em queda. Mas a agenda cheia pode modificar o comportamento dos mercados. Teremos a reunião de governadores para incluir ou não estados e municípios na reforma da Previdência, julgamentos importantes no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre liberdade de Lula. No exterior, teremos indicadores de inflação nos EUA e durante a noite na China, ajudando na projeção dos juros futuros.

Bom dia e bons negócios.

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Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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