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Modalmais - Abertura 10.07: olho na reforma da Previdência

Sem SP, mercados da Europa ontem tiveram segunda-feira de queda, e EUA também, com recuperação mais para o fim do dia.

Opinião do Analista / 11:33 - 10 de Jul de 2019

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Ontem (dia 9 de julho) feriado em São Paulo e a Bovespa não operou. Lembro que temos sequência de quatro pregões seguidos de alta. Os mercados da Europa ontem tiveram dia de queda, e nos EUA também quedas, com recuperação mais para o final do dia. Nasdaq e S&P fecharam com altas e Dow Jones levemente em queda de 0,08%. Os ADRs do Brasil negociados em NY tiveram dia de alta e o maior ETF (EWZ) fechou com valorização.

Hoje mercados da Ásia terminaram com comportamento misto, a Europa operando em queda (exceto a Bolsa de Milão) e futuros do mercado americano com quedas nesse início de manhã. Ficaremos na dependência do noticiário do dia sobre as discussões na Câmara. Ontem foi dia de muita confusão e muitas discussões com lideranças.

Na China, durante a madrugada, tivemos a divulgação da inflação medida pelo CPI (Consumidor) de junho com taxa anualizada de 2,7% (igual ao previsto) e o PPI (Atacado) com inflação zero anualizada, de estimativa de +0,2%. As vendas de automóveis mostraram contração no comparativo de junho de 9,6%. Na França, a produção industrial de maio surpreendeu positiva com alta de 0,9% e anualizada com +2,1%.

A produção industrial do Reino Unido cresceu anualizada 1,4% e o déficit na balança comercial de junho foi de 11,5 bilhões de libras. A União Europeia estimou que o crescimento do PIB em 2019 será de 1,2% e para 2020 projetou encolhimento para +1,4%, de anterior em 1,5%. O Irã acabou de rejeitar pedido da Europa para que volte a cumprir os termos do acordo nuclear, o que agrega tensão internacional. Ameaçou ainda o Reino Unido por sequestro de embarcação.

O secretário do Tesouro americano, Steve Mnuchin, conversou com o vice-primeiro-ministro da China sobre o comércio entre os dois países e o fato acaba sendo positivo. O presidente do FED, Jerome Powell, não falou sobre política monetária (só sobre teste de estresse do setor bancário), mas hoje será arguido na Câmara.

No mercado internacional, o petróleo tem forte alta por tempestade e problemas com o Irã. O óleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava alta de 2,33%com o barril cotado a US$ 59,18, e aguarda dados dos estoques de petróleo americano. O euro era transacionado em alta para US$ 1,122 e notes americanos de 10 anos com juros em alta para 2,10%. O ouro em queda e a prata em leve alta na Comex e commodities agrícolas na Bolsa de Chicago com viés de queda.

A FGV anunciou a primeira prévia do IGP-M de julho com desaceleração para 0,40% (anterior em 0,73%), acumulando no ano inflação de 4,80% e em doze meses com 6,40%. A Vale foi apenada em primeira instância pela tragédia de Brumadinho e foi mantido o "sequestro" de R$ 11 bilhões.

O que vai determinar os mercados hoje é o comportamento do noticiário sobre a reforma da Previdência. Tivemos muitas reuniões, o texto foi mudado sobre aposentadoria de mulheres e a retirada de pauta da reforma foi rejeitada em placar de 331x117. O que é uma boa indicação para as votações cuja retomada dos trabalhos se inicia às 9h. O governo diz ter 330 votos mas o placar feito mostrava 300 votos.

Alguns fatores podem mudar o dia dos mercados. Teremos a ata do Fed e arguição de Powell que pode trazer novidades. No Brasil, o IPCA. De qualquer forma, a Bovespa pode ter mais um dia positivo, os juros seguem fracos e o dólar que encerrou em queda de 0,59% e cotado a R$ 3,786 pode se manter fraco também.

Bom dia e bons negócios.

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Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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