Minha (ex) sogra

Se a moda pega, se livrar da mulher vai se tornar um negócio da China!

Seu Direito / 17:45 - 28 de out de 2019

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Sequestraram minha sogra, bem feito pro sequestrador

Ao invés de eu pagar o resgate, foi ele quem me pagou

Ele pagou o preço da mala que ele que ele carregou

Ele pagou a paga da praga que ele sequestrou

Ele pagou a mala sem alça que ele carregou

Ele pagou a paga da praga que ele sequestrou

O telefone tocou uma voz cavernosa pediu um milhão

Pra libertar minha sogra que não vale nem nenhum tostão

Ela zuou no cativeiro, mordeu a mordaça e a algema quebrou

E até a bala do meu revólver a capeta da sua sogra chupou

Ele pagou o preço da mala que ele que ele carregou

Ele pagou a paga da praga que ele sequestrou

Ele pagou a mala sem alça que ele carregou

Ele pagou a paga da praga que ele sequestrou

Novamente toca o telefone invertendo a situação

Se eu recebesse a megera de volta ele me dava o dobro da grana na mão

Já paguei por todos meus pecados me disse chorando o sequestrador

Vou me entregar a polícia e quando sair serei mais um pastor

Ele pagou o preço da mala que ele carregou

Ele pagou a paga da praga que ele sequestrou

Ele pagou a mala sem alça que ele carregou

Ele pagou a paga da praga que ele sequestrou

Novamente toca o telefone invertendo a situação

Se eu recebesse a megera de volta ele me dava o dobro da grana na mão

Já paguei por todos meus pecados me disse chorando o sequestrador

Eu vou me entregar a polícia e quando sair serei um bom pastor

Ele pagou o preço da mala que ele que ele carregou

Ele pagou a paga da praga que ele sequestrou

Ele pagou a mala sem alça que ele carregou

Ele pagou a paga da praga que ele sequestrou.

Bezerra da Silva

 

O artigo da semana pode causar estranheza, mas é isto mesmo: o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou ex-sogra a pagar dívida de ex-genro! Para entender melhor compreensão da matéria, a notícia publicada na íntegra:

Celilda devia dinheiro para Carlos, seu ex-genro, que devia dinheiro para um banco. Carlos nunca pagou o banco, e a sogra diz que pagou o genro, mas não tem como provar. Para resolver, a Justiça decidiu que Celilda deverá assumir a dívida de Carlos e pagar diretamente para o banco. A decisão foi do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que condenou a sogra a assumir uma dívida quase milionária do ex-genro. A Justiça levou em consideração um empréstimo de R$ 900 mil que ela havia tomado do genro, e sobre o qual não comprovou quitação, apesar de alegar ter pago tudo.

Agora, em vez de devolver a quantia para o ex-genro, Celilda deverá pagar diretamente o fundo financeiro que comprou a dívida do banco. O valor hoje passa de R$ 1 milhão. Genro declarou empréstimo para sogra O caso começou quando Carlos Janikian, o ex-genro, pegou um empréstimo de R$ 370 mil para sua empresa, a Kian Têxtil, em um banco. O contrato foi assinado em nome da companhia, com ele como avalista. Como o empréstimo não foi quitado, o banco entrou na Justiça, mas não foi encontrado nenhum bem ou imóvel nos nomes da Kian ou dele nas execuções de cobrança.

A Justiça determinou, então, que fossem analisadas suas últimas declarações de Imposto de Renda. É aí que a ex-sogra Celilda Kotrozini entra no processo. Nas declarações de IR, foram identificados quatro empréstimos de Janikian para ela no valor total de R$ 900 mil. Os acordos foram feitos de forma verbal entre 2012 e 2015, quando o processo contra a Kian já rolava, e ele ainda era casado com a filha de Celilda.

Celilda foi chamada à Justiça e confirmou que havia feito o suposto empréstimo por meio de acordos verbais, mas disse que já havia pago o ex-genro. O problema, disse ela, é que não tinha nenhum comprovante desse pagamento. O fundo que comprou a dívida do banco pediu que os R$ 900 mil que a sogra devia fossem pagos diretamente ao fundo e não mais ao ex-genro.

Na primeira instância, a 7ª Vara Cível de São Paulo entendeu que o acordo verbal, sem contrato assinado, não serviria como prova e, dessa forma, o empréstimo não poderia ser comprovado. O fundo recorreu em segunda instância, e a 11ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP decidiu que o acordo verbal e a confissão da sogra serviriam como prova do empréstimo. Agora, em vez de dever para o ex-genro, Celilda deverá pagar sua dívida ao financeiro. Ainda cabe recurso contra a decisão” (fonte: economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/10/13/justiça-paulista-condena-sogra-pagar-divida-ex-genro.htm)

De forma resumida: como a ex-sogra deu calote no ex-genro, o juiz entendeu que ela deveria ressarcir o valor diretamente para o fundo de investimento. É uma decisão inovadora e preocupante, pois se a moda pega, se livrar da mulher vai se tornar um negócio da China!

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