Migrações: 884 refugiados foram recolocados, informa Comissão Europeia

Internacional / 10:57 - 7 de mar de 2016

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A Comissão Europeia anunciou hoje que foram recolocados 884 refugiados, a partir da Grécia e da Itália. A medida faz parte do mecanismo europeu de recolocação, segundo o qual 160 mil pessoas devem ser acolhidas na região em dois anos. No balanço divulgado nesta segunda-feira, a CE informou que Portugal recebeu 149 pessoas, 45 procedentes de Itália e 84 provenientes da Grécia. Os mesmos registros indicam a disponibilidade imediata das autoridades portuguesas de receber 1.642 candidatos à proteção internacional, em um compromisso de acolher cerca de 4.500. No total, Lisboa disponibilizou-se a receber cerca de 10 mil pessoas, depois de contatos feitos pelo governo com alguns dos países sob maior pressão da crise migratória: Alemanha, Áustria, Suécia, Grécia e Itália. Cerca de 150 chegam hoje à França vindos da Grécia Cerca de 150 refugiados que passaram por centros de registro na Grécia chegam hoje à França, no âmbito do programa europeu de divisão de requerentes de asilo, informou o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, em um artigo no jornal Liberation. “A França é o país que acolheu, até hoje, o maior número de refugiados realocados. Cento e cinquenta e dois deles chegam na segunda-feira, 7 de março, em solo francês procedentes da Grécia, e serão recebidos em centros de acolhimento para requerentes de asilo em diversas regiões francesas”, afirmou Cazeneuve. Estas chegadas elevam para aproximadamente 300 o número total de pessoas recebidas pela França no âmbito do programa europeu, firmado em meados do ano passado. Os primeiros, oriundos da Eritreia, chegaram em novembro. O ministro do Interior francês detalhou que a maioria dos que estão chegando hoje são sírios e iraquianos, havendo cerca de 20 famílias e alguns homens sozinhos. A França se comprometeu a acolher 30 mil refugiados em dois anos. Cazeneuve atribuiu o lento início dos trabalhos ao fato de “os dispositivos de recepção e de distribuição de refugiados nos hot spots [centros de registro] ainda funcionarem de forma muito imperfeita”. O ministro refutou a ideia de uma “má vontade deliberada” da França, reafirmando que o desmonte do acampamento de Calais, com milhares de migrantes que procuram chegar à Inglaterra, “não tem outro propósito senão o de abrigar pessoas em situação de grande aflição, expostas ao frio, que vivem na lama e que estão sujeitas à violência dos traficantes”. Berlim diz que fechamento da "rota dos Bálcãs" é especulação A porta-voz da Chancelaria alemã, Christiane Wirtz, disse hoje que são especulações as informações de que a cúpula entre a União Europeia e a Turquia irá decretar o fechamento da “rota dos Bálcãs”, utilizada pelos refugiados para chegar à Europa. “Eu tomei conhecimento dos relatos acerca do fechamento da 'rota dos Bálcãs', mas quero dizer que se trata de especulação neste momento”, afirmou a porta-voz de Angela Merkel, acrescentando que “as negociações e as conversações estão ocorrendo e é preciso esperar”. O esboço das conclusões da cúpula extraordinária da UE, que foi aprovado pelos embaixadores da União Europeia nesse domingo e divulgado pela agência France Presse (AFP), diz que o fluxo ilegal de migrantes ao longo dos Bálcãs ocidentais está chegando ao fim. A rota está agora fechada". No entanto, dois jornais alemães – "Bild" e "Sueddeutsche Zeitung" – noticiam que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e a chanceler Angela Merkel rejeitam essa posição. A Áustria e outros países ao longo da “rota dos Bálcãs” impuseram limites às chegadas diárias e restrições nas fronteiras, causando um estrangulamento na Grécia, onde os migrantes continuam a chegar, a partir da Turquia. Merkel, cujo país acolheu no ano passado mais de 1 milhão de pessoas à procura de asilo, tem defendido uma solução que abranja toda a UE, que inclua o reforço das fronteiras externas da Europa e um acordo com a Turquia para conter os fluxos ilegais de refugiados. Berlim tem apelado à solidariedade europeia e ao estabelecimento de um sistema de cotas que permita distribuir pelos 28 Estados-membros da UE os migrantes provenientes da Turquia, de forma ordenada que permita levar os refugiados desesperados a desistir de fazer a perigosa travessia do mar entre a Turquia e as ilhas gregas. Wirtz apelou aos jornalistas, em entrevista em Berlim, para que aguardem o desenrolar da cúpula e as declarações de Angela Merkel. Um porta-voz do Ministério do Interior alemão afirmou, entretanto, que “é fato que atualmente cada vez menos pessoas estão atravessando as fronteiras na ‘rota dos Bálcãs’, tão utilizada por muito tempo”. Com informações da Agência Brasil, citando a Lusa

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