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Metroviários de SP ameaçam parar na terça-feira

Empresa se recusa a atender as reivindicações da categoria. Nova assembleia está marcada para segunda-feira.

São Paulo / 23:31 - 26 de Abr de 2019

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Os trabalhadores da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) aprovaram greve para a próxima terça-feira. Em assembleia na noite de quinta-feira, na sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a categoria rechaçou a proposta da empresa, que nega todas as reivindicações, propondo apenas a reposição da inflação. Além disso, o Metrô quer reduzir em R$ 40 milhões por ano o investimento no plano de saúde próprio – o Metrus – e não quer discutir a participação nos resultados, deixando indefinidos os valores e as datas de pagamento.

A categoria reivindica reajuste salarial de 4,32%, mais aumento real (acima da inflação) de 19,1% para repor as perdas dos últimos anos, aumento igual para o vale-refeição e vale-alimentação de R$ 726. Eles também pedem equiparação salarial, para sanar problemas de defasagem. “Quando os funcionários são promovidos, não recebem o salário do piso da função e levam um ano para atingir o piso, ou seja, ganham menos do que a função de origem”, explica o sindicato.

Os metroviários marcaram nova assembleia para a próxima segunda-feira, às 18h30, no sindicato, para organizar o movimento.

Os trabalhadores estão em estado de greve há uma semana, utilizando coletes com mensagens sobre a campanha salarial, contra a privatização do Metrô e o projeto de reforma da previdência proposto pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Eles estão realizando atividades nas estações, dialogando com os passageiros e coletando assinaturas de um abaixo assinado contra a reforma. A direção do Metrô tem tentado intimidar os trabalhadores, ameaçando de punição pelo uso do colete, pois a ação teria “fim político e descaracteriza o uniforme”.

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