Mercado imobiliário de São Paulo mantém ritmo de crescimento em abril

Volume de lançamentos e vendas de imóveis novos registraram alta no quarto mês do ano; dados são de sindicato do setor.

São Paulo / 15:25 - 11 de jun de 2019

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A Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) apurou em abril de 2019 a comercialização de 2.541 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O resultado foi 14,9% inferior ao total comercializado em março (2.987 unidades) e 41,0% superior às vendas de abril de 2018 (1.802 unidades).

No acumulado de 12 meses (de maio de 2018 a abril de 2019), as 31.700 unidades comercializadas representaram aumento de 16,0% em relação ao mesmo período entre 2017 e 2018, quando as vendas totalizaram 27.319 unidades.

Já os lançamentos, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), totalizaram 3.136 unidades residenciais na capital, volume 50,7% superior ao mês de março de 2019 (2.081 unidades) e 161,1% acima do apurado em abril de 2018 (1.201 unidades). De maio de 2018 a abril de 2019, os lançamentos somaram 39.641 unidades, 25,4% acima das 31.619 unidades lançadas no mesmo período do ano anterior.

O destaque de abril ficou com os imóveis de 2 dormitórios, que lideraram em quase todos os indicadores, registrando maior volume de vendas (1.602 unidades), lançamentos (1.866 unidades), imóveis ofertados (13.048 unidades) e maior VGV (R$ 472,9 milhões).

O levantamento apurou 887 unidades vendidas e 1.525 unidades lançadas no mês no segmento econômico. A oferta totalizou 6.426 unidades disponíveis para venda e o VSO (Vendas Sobre Oferta) foi de 12,1%. Nos outros segmentos de mercado, a pesquisa identificou 1.654 unidades vendidas, 1.611 unidades lançadas, oferta final de 14.724 unidades e VSO de 10,1%.

Desde fevereiro, a Pesquisa do Mercado Imobiliário vem apresentando números de vendas e lançamentos superiores aos registrados no ano passado, quando comparados os dados mensais. Tal comportamento demonstra que, apesar das dificuldades da economia, os negócios imobiliários continuam sendo realizados.

Os dados de abril apontam crescimento de 41,0% nas vendas e 161,1% nos lançamentos, ambos em relação ao mesmo mês de 2018. As vendas apresentaram queda de 14,9% em relação a março, quando foi registrado um dos melhores resultados dos últimos seis anos para o mês. O lançamento de 3.136 unidade em abril representou aumento de 50,7% frente a março, mês em que foram lançadas 2.081 unidades, com importante participação de empreendimentos econômicos.

Segundo Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, o comportamento reflete o bom momento do segmento econômico, mas desperta preocupação por parte das empresas em relação ao futuro dos programas habitacionais do governo, bem como aos recursos disponíveis para financiar a demanda. "Os ajustes ao Minha Casa, Minha Vida são fundamentais, para a sobrevivência desse segmento, que, no ano passado, respondeu por parcela significativa do mercado", disse.

Além disso, apesar dos resultados positivos no ano, a escassez de terrenos que possibilitem a incorporação imobiliária na cidade de São Paulo, devido à falta de calibragem da Lei de Zoneamento, continua a preocupar os empreendedores. "Nunca é demais lembrar que nossa atividade é de longo prazo. Da aquisição do terreno até o lançamento, o ciclo de uma incorporação demora anos e qualquer gargalo em alguma etapa do processo pode comprometer a oferta futura de imóveis", reitera Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos da entidade.

Para o presidente em exercício do Secovi-SP, Caio Portugal, é importante que as autoridades públicas olhem para o setor com uma visão mais ampla. "Além de oferecer moradias, por meio de suas diversas atividades, o setor contribui para o planejamento das cidades e estimula o desenvolvimento econômico e social, à medida que aciona uma extensa cadeia produtiva, gera empregos, diretos e indiretos, renda e tributos."

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