Mercado brasileiro de drones está em franca expansão, apesar da crise

Informática / 28 abril 2017

 retomada lenta da economia e o recorde negativo de 13,5 milhões de desempregados têm comprometido a imagem do Brasil no exterior e afugentado o interesse de investidores externos no país. Mesmo com a inflação sob relativo controle, os consumidores ainda não conseguem fechar o mês no azul, deixando de pagar contas do dia a dia. No caso das empresas, o cenário é ainda mais desanimador: 1,8 milhão de estabelecimentos de todos os tamanhos e setores encerraram atividades no país em 2015, segundo levantamento da consultoria Neoway. Enquanto alguns players estão fechando as portas, outros, paradoxalmente, têm conseguido crescer e até dobrar o faturamento, mesmo sob o impacto da maior recessão econômica da história país. É o caso do mercado brasileiro de drones. 

O setor atravessou 2016, auge da crise na economia, em franca expansão no país. Formado por importadores, fabricantes e prestadores de serviços, sobretudo de pequeno e médio portes, o mercado é pulverizado em diversos players, uma característica recorrente na área de tecnologia. Mesmo em crescimento, as empresas ainda estão focadas principalmente em aplicações nas áreas de engenharia, agropecuária e propaganda.

Parte da demora em ampliar as possibilidades de negócios para os drones está na falta de legislação para regulamentar as atividades. Enquanto as normas não são estabelecidas, os equipamentos permanecem num limbo: não são proibidos e nem totalmente liberados. Enquanto isso, são vendidos pois a comercialização não é proibida.  A expectativa do setor era que na primeira quinzena de abril a regulamentação fosse oficialmente publicada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Mas a missão foi mais uma vez adiada.