Melhor desempenho dos shoppings centers anima analistas

Aliansce junto com o Iguatemi devem ser os maiores vencedores do segundo trimestre.

Acredite se Puder / 19:00 - 30 de jul de 2019

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Com base nos últimos desempenhos trimestrais, os analistas do Credit Suisse traçaram um panorama sobre a temporada de balanços para o setor de shoppings centers e escolheram como o BR Malls, o Iguatemi e Aliansce como os melhores investimentos. Apontam que a Iguatemi terá as vendas em mesmas lojas mais fortes, em 6% ou 7%, com uma recuperação de receitas bastante expressiva contra o primeiro trimestre. Por causa disso, aumentaram a recomendação para desempenho acima da média do mercado, aumento o preço alvo de R$ 45,00 para R$ 57,00, com a possibilidade de ganhos de até 19,8%. A elevação do BR Malls também foi para outperform e os oobjetivos de preços foram elevados de R$ 15,50 para R$ 17,40, com potencial de valorização de 22%.

Para a equipe do banco suíço, Aliansce junto com o Iguatemi devem ser os maiores vencedores do segundo trimestre. Com relação à primeira, esperam expansão maior da receita líquida, atingindo 9% na comparação anual, o que se somaria à desalavancagem para levar a um crescimento mais expressivo de fluxo de caixa operacional. A recomendação se manteve em outperform, mas o preço-alvo foi elevado de R$ 26,00 para R$ 32,20. A valorização corresponde a 16,7%. Quanto a Multiplan e BR Properties, os especialistas acham que terão resultados mais fracos, sendo que a última porque as áreas alugadas de Passeio Corporate e Plaza Centenário ainda não começaram a gerar receitas. A primeira por causa das vendas em lojas comparáveis mais difíceis. A recomendação para Multiplan se manteve em outperform, com aumento do preço-alvo de R$ 31,50 para R$ 33,00, com possíveis ganhos de 19,6% e a BR Properties teve sua recomendação mantida neutra e o preço-alvo elevado de R$ 10,00 para R$ 11,20, o que pode significar uma alta de 13,1%.

 

Ciclo da Braskem ainda pode demorar

O Morgan Stanley voltou a fazer a cobertura de Braskem e seus analistas estabeleceram a recomendação de underweight e preço-alvo de R$ 34,50. Alegam quue as ações da companhia foram negociadas sem uma referência de avaliação apropriada durante a maior parte dos últimos 12 meses, dadas as negociações com a LyondellBasell. Por isso, acham que a cotação ainda reflete um prêmio residual de algum evento corporativo que não é baseado em nada que possa se desdobrar no futuro próximo. De acordo com relatório distribuído, o mercado ainda se ajusta às expectativas de spread petroquímico mais baixas no curto e médio prazo, enquanto a recente adição de capacidade de polietileno – especialmente de produtores americanos de baixo custo – ainda está sendo digerida em período de demanda enfraquecidas. E ressaltam que, por causa das chances do ciclo demorar mais para virar, podem ocorrer revisões no lucro da companhia avaliando que, atualmente, o consenso está muito otimista. Entre os fatores de risco, eles destacam as preocupações com a questão ambiental em Alagoas, as ADR na Nyse, preocupações com fornecimento de etano no México e a potencial remoção de tarifas de importação e outros subsídios no Brasil.

 

Citi gosta do Fluery, mas não recomenda ações

O Citi elevou o preço-alvo para a ação da Fleury de R$ 21 para R$ 25 (o que configura um upside de 5,80% frente o fechamento de sexta) por conta do menor custo de capital, risco país mais baixo e expectativa mais otimista para lucros. Já a recomendação foi mantida como neutra. As estimativas para lucros do Fleury em 2019 e 2020 foram elevadas pelo Citi em 2% e 7%, respectivamente. O banco destaca gostar do Fleury tendo em vista fundamentos e longo prazo. Porém, afirma que o crescimento continua relativamente modesto, em meio a um duro ambiente competitivo.

 

Usiminas não é investimento atrativo

Pela opinião dos analistas do Morgan Stanley, o investimento nas ações da Usiminas não é dos mais interessantes neste ano, pois estabeleceram um preço-alvo de R$ 9,50 para as ações no próximo ano, o que sigifica potencial de apenas 7,5%. Em relatório afirmam que não vão alterar a recomendação de equalweight pois não acreditam que, até que melhores as condições macroeconômicas do Brasil, tais títulos tenham um desempenho mais forte do que o do Ibovespa. E ressaltam que a Usiminas é altamente exposta ao mercado de aço doméstico e deve enfrentar trimestres desafiadores com menor crescimento do volume e pressão de margens.

 

Safra promove Cemig e rebaixa Cesp

A Cemig teve recomendação elevada a outperform por analistas do Safra, preço-alvo de R$ 16,50, potencial de alta de 17% ante o último fechamento. Os mesmos técnicos reduziram a recomendação de outperform para neutra da Cesp, preço-alvo de R$ 29,10, potencial de alta de 3,9%.

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