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Medicamentos mais buscados por idosos variam até 240%

Conjuntura / 08:02 - 05 de Out de 2016

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Com aposentadorias cujos reajustes não acompanham a inflação, os idosos no Brasil empregam uma parte considerável de seu orçamento em remédios: segundo dados do IBGE, 15% dos gastos por quem tem mais de 65 anos são dedicados à saúde e mais da metade disso fica nas farmácias. Nessa hora, pesquisar pode fazer a diferença. De acordo com levantamento feito pelo Cliquefarma, entre os 10 medicamentos mais procurados por esse público, há variações de preços de até 240%. O remédio que apresenta maior diferença de valores, de 247,7%, é a Tadalafila 20 mg, fármaco para disfunção erétil que é o terceiro mais procurado no Cliquefarma, variando de R$ 6,90 a R$ 23,99. Em seguida vem o sétimo mais procurado, o Pantoprazol 20 mg. Indicado para acidez estomacal e gastrite, entre outros males, ele custa de R$ 10,66 a R$ 36,32, 240,7% mais caro. Mesmo o O Os preços foram pesquisados no dia 27 de setembro. - Sem dúvida, esses dados mostram como os idosos podem aproveitar de uma ferramenta de comparação de preços para não comprometerem tanto seu orçamento. Para tanto, é necessário que essa fatia da população se familiarize mais com a internet. Hoje, esse público representa apenas 0,13% das buscas no Cliquefarma. Claro, muitas vezes pedem ajuda para os filhos, mas é preciso orientá-los para aproveitar essa oportunidade - diz Ângelo Alves, um dos fundadores do Cliquefarma. Consumidores de farmácias trocam de produtos por causa de preços O consumidor está priorizando preço à marca na hora de adquirir medicamentos. Essa é uma das conclusões da pesquisa Análise do perfil de compra dos consumidores de medicamentos, divulgado no dia 5 de outubro, pelo Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Continuada (Ifepec). Segundo a pesquisa, 45% dos consumidores acabaram comprando produtos diferentes do objetivo inicial; a quase totalidade desses clientes buscava economia. A pesquisa teve como objetivo apurar as características de compras de medicamentos dos brasileiros, o tipo de medicamento adquirido, o percentual de consumidores que portavam receituário e o índice de troca de medicamento, bem como os motivos que levaram a essa troca. Segundo a pesquisa, dos entrevistados que foram às farmácias, 72% adquiriram os medicamentos, contudo, apenas 24% compraram exatamente o que foram comprar, 31% modificaram parte da compra e 45% trocaram os medicamentos por vontade própria ou por indicação dos farmacêuticos. - Esse fato demonstra a existência de uma característica muito comum dos brasileiros, que é não ser fiel ao produto que foi procurar em uma farmácia, ouvindo a indicação dos farmacêuticos. O principal fator de troca é o preço, demonstrando que as pessoas estão mais preocupadas com o bolso - explica o presidente da Febrafar, Edison Tamascia. Tal afirmação se baseia no fato de que a pesquisa constatou que 97% dos entrevistados que trocaram de medicamentos compraram uma opção de menor preço. Um ponto importante a ser destacado na pesquisa foi que a cada quatro compradores de medicamentos, três não portavam receita médica. Quando perguntados se estavam com ela, 74% dos clientes afirmaram que não, contra apenas 26% que disseram estar. A pesquisa também demonstrou a força que os medicamentos genéricos estão obtendo no mercado, sendo que 37% dos consumidores adquiriram medicamentos dessa modalidade, 32% compraram os de marcas e 31% compraram dos ambos os tipos. - Os genéricos já venceram uma desconfiança inicial e natural que enfrentaram no mercado e, hoje, já fazem parte das opções de escolhas dos consumidores. Eles possuem um grande potencial competitivo por causa da economia que proporcionam e, como visto, os preços são fundamentais na escolha - analisa Tamascia. A pesquisa foi realizada com 4 mil consumidores de todo o Brasil, no momento em que saíam das farmácias nas quais efetuaram a compra. Pílula do câncer entra na segunda fase de testes O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo começa, no próximo dia 10, a segunda fase de testes da fosfoetanolamina sintética, conhecida como a "pílula do câncer". Serão incluídos na pesquisa 20 pacientes com diferentes tipos de câncer. Dez já integram o estudo. De acordo com Milena Mak, médica e pesquisadora do instituto, a primeira fase de testes, já finalizada, provou que o medicamento não é tóxico para as pessoas. Ela explica que ainda é precoce tentar avaliar se a pílula obteve eficácia contra a doença. A previsão é que após seis meses seja possível mensurar se a pílula é capaz de combater o câncer. Nessa fase, os pacientes serão avaliados a cada duas semanas, nos dois primeiros meses. Após esse período, o acompanhamento será mensal. Caso os resultados se mostrem positivos, serão incluídos até mil novos pacientes, estratégia que permitirá melhor compreensão da droga, segundo os pesquisadores. O instituto informa que recebeu da Fundação para o Remédio Popular cápsulas suficientes da substância para realizar a pesquisa. A sintetização da fosfoetanolamina foi feita pelo laboratório PDT Pharma, em Cravinhos, interior paulista. A Furp encapsulou a substância e entregou ao Icesp. Com informações da Agência Brasil

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