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Mais de 50% da população de SP e Rio possui Ensino Superior completo

Conjuntura / 12 Janeiro 2018

Segundo pesquisa realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com um diploma de nível superior em mãos, um trabalhador brasileiro ganha, em média, 140% a mais do que aquele que parou os estudos no Ensino Médio. Em uma comparação simples, isso indica que, se alguém com nível médio ganha R$ 1.000, outro com formação superior ganhará R$ 2.400.

Levantamento feito pela UnitFour identificou o grau de escolaridade dos residentes nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A partir da análise das informações, a empresa concluiu que mais da metade dos paulistas possui Ensino Superior (57,38%), mas apenas uma parcela ínfima da sociedade foi além e realizou um curso de Pós-graduação (0,03%). Também foram detectados outros índices, como Analfabetos (0,05%); Quarta série do Ensino Fundamental (1,67%); Fundamental completo (5,33%); Médio (10,76%); Técnico (21,46%); e Superior Tecnólogo (3,32%).

Os números do Rio de Janeiro são bem próximos dos de São Paulo, tendo como principais diferenciais uma maior parcela da população com curso técnico (24,5%) e menos pessoas com curso superior (54,1%). Os outros índices se apresentam da seguinte forma: Analfabetos (0,03%); Quarta série do Ensino Fundamental (1,66%); Fundamental completo (6,01%); Médio (10,56%); Superior Tecnólogo (3,11%) e Pós-Graduação (0,03%).

Ao cruzar os dados de acordo com a faixa etária, a UnitFour notou que em São Paulo, dentre as pessoas com idades entre 18 e 29 anos, cerca de 23,68% possuem curso superior ante 18,96% no Rio de Janeiro. Já para as de 30 a 40 anos, o número salta para 58,89% em São Paulo e 58,17% no Rio; para a população entre 40 e 50 anos, a quantia é de 12,11% em São Paulo e 15,01% no Rio, assim como os que têm acima de 60 anos, o índice é de 5,26% e 7,82%, respectivamente.

 

Nova Base Curricular inclui educação financeira no Ensino Fundamental

Com a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a educação financeira passa a ser obrigatória e deverá ser abordada principalmente em Matemática e Ciências da Natureza para crianças do Ensino Fundamental. O Banco Central participou do processo de elaboração do documento, que começa a valer a partir do próximo ano letivo, por meio de audiências públicas.

A educação financeira é o processo mediante o qual os indivíduos e as sociedades melhoram sua compreensão dos conceitos e produtos financeiros. A gestão das finanças precisa levar em conta as oportunidades e os riscos para que se façam escolhas embasadas.

A base é uma diretriz para a formação da grade curricular das escolas de todo o país. A inclusão do assunto na BNCC foi fruto da iniciativa do Banco Central em conjunto com entidades parceiras.

- O Banco Central participou de diversas audiências públicas. O BC tem historicamente liderado a construção do conteúdo de educação financeira para as escolas, junto com os demais integrantes do Comitê Nacional de Educação Financeira, no âmbito do Grupo de Apoio Pedagógico, presidido pelo MEC - diz Isaac Sidney, diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do BC, que participou da interlocução.

De acordo com o Ministério da Educação, a Base Nacional estabelece as áreas de conhecimento obrigatórias, mas os estados e municípios decidem como os temas entrarão na grade.

- A carga horária reduzida da maior parte das escolas públicas brasileiras dificulta a inserção dos temas transversais em sua grade horária. A BNCC formaliza a educação financeira e apresenta diversos temas associados à educação econômica, abrindo amplo caminho de atuação - comemora João Evangelista, analista no Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do BC.

Em Matemática, o documento orienta que os alunos aprendam conceitos básicos de economia e finanças com o objetivo de iniciação à educação financeira. Outras disciplinas podem abordar o tema, por exemplo, em história, com estudo do dinheiro e sua função na sociedade, da relação entre dinheiro e tempo, dos impostos em sociedades diversas, do consumo em diferentes momentos históricos.

Segundo Evangelista, o projeto piloto da Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef) mostra resultados positivos da inserção de educação financeira nas escolas.

- Tomando por base os resultados da avaliação de impacto feita no ensino médio, com 25 mil estudantes em 900 escolas, notam-se significativas mudanças de comportamento e atitude das crianças e adolescentes - conta.

A BNCC orienta a elaboração dos currículos tanto nas escolas públicas e particulares nos ensinos infantil e fundamental. O documento, inédito no Brasil, foi homologado pelo ministro da Educação, José Mendonça Filho, em 20 de dezembro. A base curricular para o ensino médio ainda será avaliada posteriormente pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

O texto do documento afirma que cabe aos sistemas e redes de ensino, assim como às escolas, em suas respectivas esferas de autonomia e competência, incorporar aos currículos e às propostas pedagógicas a abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transversal, isto é, de forma que um conhecimento seja tratado integradamente entre disciplinas, uma vez que possui pertinência em mais de uma delas.